Letitia Mumford Geer – A inventora da seringa

 

 

Por:  Dr. Lauro Arruda Câmara Filho

 

O físico, matemático, filósofo  e teólogo francês Blaise Pascal, em 1647, inventou o primeiro modelo de seringa, ao se interessar pela hidrostática e realizar várias experiências que comprovaram a existência do vácuo e o peso do ar. Porém, foi em 2 de abril de 1899 que a inventora americana Letitia Mumford Geer patenteou o modelo de seringa utilizado atualmente, ou seja, a seringa de aplicação de substâncias por meio de um pistão. Este modelo foi inventado para facilitar o trabalho dos técnicos de enfermagem e médicos durante uma cirurgia, já que ela pode ser operada com apenas uma mão, e foi patenteado no mesmo ano de sua invenção.

Ao longo dos anos, o modelo inventado por Letitia vem sendo aperfeiçoado conforme o avanço da medicina. Hoje em dia, existe uma variedade de seringas de diferentes tamanhos, cada uma projetada para liberar um determinado volume de medicamento em um tipo específico de tecido.  A escolha da seringa deve ser realizada levando-se em consideração a via de administração e o volume a ser administrado.

Ultilizadas diariamente por profissionais da saúde, as seringas têm a finalidade de retirar líquidos de cavidades do corpo, ou injetá-los por via intravenosa (aplicação na veia), hipodérmica (aplicação na pele), intrarraqueana ou intrarraquidiana (anestesia), intramuscular (aplicação no tecido muscular), intracardíaca (aplicação na parede cardíaca), assim como para retirar sangue e para a realização de punção aspirativa em um paciente.

Pouco se sabe da vida de Letitia:  ela nasceu em Nova York em 1852, era enfermeira, teve três irmãos e faleceu em 18 de julho de 1935, aos 83 anos, em Nova York.