Câncer de Mama: Mitos e Verdades

Câncer de Mama: nem tudo que se diz  nas redes sociais sobre as causas da doença é verdade. Veja aqui o que é mito e o que é verdade sobre o que pode provocar o câncer de mama.

Câncer de Mama

MITO (NÃO causam câncer de mama)

Anticoncepcionais – MITO – Apesar de estudos relatarem aumentos ínfimos de risco para câncer de mama com o uso de anticoncepcionais orais com alta dosagem hormonal, estudos recentes com novas gerações desses medicamentos não comprovaram a associação entre o seu uso e o câncer de mama.
Gravidez – MITO – A amamentação representa fator de proteção para o desenvolvimento da doença, especialmente quando ocorre entre os 20 e 30 anos.

Uso de desodorantes e de sutiã – MITO – O câncer tem sua origem em uma mutação do DNA celular herdada ou adquirida por fatores ambientais. Nenhum tipo de desodorante tem potencial de causar modificação no DNA, muito menos o uso constante de sutiã.

Próteses de Silicone – MITO – As próteses não causam câncer de mama, podendo ser utilizadas com segurança tanto em pacientes que desejam cirurgia estética quanto naquelas com história ou presença de patologia mamária precoce.

VERDADE

Reposição hormonal – VERDADE – Vários estudos demonstraram um pequeno risco aumentado para câncer de mama associado com terapia hormonal após a menopausa, principalmente após o quinto ano de uso. Outro efeito indesejado da terapia hormonal é o aumento da densidade mamária, que pode exigir exames complementares à mamografia (ultrassom ou ressonância magnética). É preciso discutir com seu médico os riscos e benefícios do seu uso para os sintomas da menopausa, devendo sempre levar em consideração outros potenciais fatores de risco associados ao câncer de mama, como a história familiar.

Tabagismo – VERDADE – Pesquisas recentes levantam a possibilidade de que o fumo (tabagismo passivo e ativo) pode estar associado com um aumento do risco para câncer de mama, especialmente entre as mulheres na pré-menopausa. Este risco está associado com início precoce do tabagismo, maior duração e/ou maior quantidade de cigarros consumidos.

Álcool – VERDADE – O consumo de álcool, mesmo em quantidades moderadas, está claramente associado ao aumento do risco para desenvolver câncer de mama de maneira proporcional à quantidade ingerida. Esse aumento do risco foi observado quando consumidos em quantidade superior a 10 gramas diários, o que corresponde a cerca de 1 cálice de vinho tinto cheio, 1 lata de cerveja ou uma dose de uísque. O mecanismo pelo qual o álcool aumenta esse risco é incerto, o mais provável é que decorra de aumento dos níveis de estrogênio e androgênios circulantes. Deve-se ressaltar que o aumento no risco ocorre em mulheres que ingerem álcool diariamente.

Genética – VERDADE – Hereditariedade é fator de risco para casos de câncer de mama, mas não o principal fator de risco. Estudos comprovam que apenas 5% a 10% dos casos têm em sua base uma composição genética familiar. Testes genéticos podem ser realizados em mulheres com alto risco de mutações associadas ao câncer de mama para ajudar a decidir o melhor tratamento. Esses testes não estão disponíveis no sistema público de saúde.

Fonte:  Sociedade Brasileira de Mastologia    http://www.sbmastologia.com.br/

Dia Nacional de Vacinação

O Dia Nacional da Vacinação, comemorado em 17 de outubro,  foi criado para ressaltar a importância das vacinas no controle de doenças e na prevenção de epidemias. No século passado, as vacinas ajudaram a erradicar a varíola e a reduzir significativamente doenças infantis transmissíveis, como a difteria e o sarampo.

Vacinação

A cada ano, estima-se que a imunização por meio de oito antígenos padrão previna 2,5 milhões de mortes. De acordo com a Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (GAVI), a introdução de novas vacinas contra a doença pneumocócica e o rotavírus tende a aumentar esse número significativamente.

No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) oferece gratuitamente algumas vacinas como: BCG, hepatite B, quádrupla (DTP e HIb), anti-pólio oral e tríplice viral. Mas as sociedades de especialidades, como a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI); a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP);  e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)  recomendam um calendário mais completo de vacinação que incluem outras vacinas, como a contra hepatite A.

Como as vacinas atuam?

As vacinas atuam como agentes preventivos e não curam doenças – a vacinação deve ser aplicada antes da contaminação. Após a contaminação, o agente imunizador que deve ser usado é o soro, que é formado por anticorpos previamente produzidos em um outro ser vivo.

As vacinas são agentes imunizadores produzidos a partir de organismos causadores de doenças, tais como vírus e bactérias, que se encontram enfraquecidos ou mortos. Esses produtos são ingeridos ou injetados no corpo para que o nosso organismo produza anticorpos contra os agentes que compõem a vacina. Ao produzir anticorpos, nosso corpo também produz células de memória que guardam a informação sobre o organismo patogênico. Se formos infectados novamente por esse agente, nosso corpo produz células de defesa rapidamente, nos impedindo de ficar doentes.

Um fator  a se destacar é que a vacinação não protege apenas a quem é vacinado – quem é imunizado por ela deixa de transmitir a doença para outras pessoas. Outro ponto é que existem grupos de adultos com necessidades especiais em termos de imunização. Pessoas com asma, por exemplo, devem se vacinar contra a pneumonia. Da mesma forma, diabéticos, imunodeficientes, pessoas em tratamento contra o câncer, que removeram ou baço ou com outras disfunções são candidatas a imunizantes específicos.

Fontes: 

Ministério da Saúde   http://portalsaude.saude.gov.br/

Sociedade Brasileira de Infectologia  https://www.infectologia.org.br/

Para saber mais sobre vacinas, assista ao vídeo com o infectologista André Prudente:

Fontes: 

Ministério da Saúde   http://portalsaude.saude.gov.br/

Sociedade Brasileira de Infectologia  https://www.infectologia.org.br/

Câncer de mama: prevenção e fatores de risco

câncer de mamaO câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma. É responsável  por cerca de 28% dos casos novos de câncer a cada ano no Brasil, e tem sua origem em uma mutação do DNA celular herdada ou adquirida por fatores ambientais.

 

Fazer o autoexame das mamas todos os meses e consultar um mastologista anualmente a partir dos 40 anos é muito importante:  o diagnóstico precoce ainda é a melhor forma de evitar os efeitos devastadores da doença. Identificar o tumor precocemente significa aumentar as chances de cura, fazer tratamentos menos agressivos e cirurgias menos mutilantes.

Saber quais são os fatores de risco para o câncer de mama e como manter hábitos de vida saudáveis pode ajudar a minimizar os riscos de contrair câncer de mama: estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de se desenvolver a doença.

Fatores de Risco que podem ser evitados:

  • Obesidade na pós-menopausa
  • Exposição à radiação em altas doses
  • Exposição a pesticidas
  • Terapias de reposição hormonal
  • Sedentarismo
  • Alcoolismo
  • Tabagismo

Fatores de Risco que não podem ser modificados:

  • Avanço da idade
  • Início da menstruação antes dos 12 anos
  • Menopausa tardia
  • Gravidez após 35 anos
  • História familiar para câncer de ovário ou de mama
  • Alta densidade mamária
  • Mutações genéticas (BRCA1, BRCA2, PALB B2 e outros genes importantes )

Como prevenir

Considerando os fatores de risco que podem ser modificados, é possível para as mulheres prevenirem e/ou diminuírem o risco de câncer de mama com os seguintes hábitos de vida:

  • Manter o peso saudável
  • Ter uma dieta balanceada
  • Praticar atividade física
  • Não fumar
  • Não ingerir bebidas alcoólicas em excesso
  • Fazer reposição hormonal apenas quando necessário, sob orientação médica
  • Fazer uma consulta ao mastologista uma vez por ano
  • Realizar a mamografia anualmente a partir dos 40 anos

 

No caso de haver história familiar para câncer de mama ou ovário, deve ser feita uma investigação para identificar a possível presença de uma predisposição genética hereditária e, com base nesta avaliação, tomar decisões sobre intervenções redutoras de risco.

Fonte:  Sociedade Brasileira de Mastologia http://www.sbmastologia.com.br/

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Dia Mundial do Coração

O Dia Mundial do Coração é comemorado a 29 de setembro. A data  marca um momento para conscientizar e disseminar os meios de combater a maior causa de mortes prematuras:  as doenças cardiovasculares, que vitimam mais de 17 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, elas são responsáveis por quase 30% do total de mortes.

O lema escolhido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia para a campanha do Dia Mundial do Coração deste ano é: “Eu cuido do meu Coração”.  Entre os principais fatores de risco para o infarto e outras doenças relacionadas ao coração estão o tabagismo, obesidade, hipertensão, diabetes, colesterol e a vida sedentária.  A ideia da campanha deste ano é que pequenas mudanças podem fazer uma poderosa diferença quando o assunto é a saúde do coração.  Por isso, a campanha pretende inspirar as pessoas a adotarem hábitos mais saudáveis –  essas mudanças no estilo de vida são fundamentais para reduzir o risco de doenças cardíacas.

Dicas para cuidar melhor do coração:

  • Pratique exercícios físicos
  • Mantenha uma alimentação equilibrada: consuma mais frutas, verduras e legumes, evite o excesso de sal e frituras
  • Evite a obesidade
  • Controle o colesterol, o diabetes e a pressão arterial
  • Não fume e modere o uso de álcool
  • Diminua o estresse
  • Cultive momentos de lazer
  • Consulte seu médico regularmente

Fonte:  Sociedade Brasileira de Cardiologia  http://www.cardiol.br/

Hipertensão Arterial

Dia Mundial do Coração

A  hipertensão arterial, um dos maiores fatores de risco para as doenças cardiovasculares, quase nunca apresenta sintomas, sendo considerada uma doença silenciosa. Por isso é fundamental consultar um médico regularmente e saber suas taxas. A hipertensão  é uma doença crônica e seu tratamento não pode ser abandonado.

 

Saiba mais sobre essa doença e aprenda como manter o coração saudável assistindo o vídeo da cardiologista Isabela Sacilotto:

 

 

 

Doação de Órgãos : doar é um ato de amor

A doação de órgãos é um ato de amor e solidariedade: o transplante pode salvar vidas, no caso de órgãos vitais como o coração, ou devolver a qualidade de vida, no caso dos rins. O Dia Nacional da Doação de Órgãos é comemorado a 27 de setembro. Mas o número de doadores no Brasil ainda é muito baixo:  de acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), de cada oito potenciais doadores, apenas um é notificado.  Enquanto em países como Espanha – referência mundial quando o assunto é transplante – são registrados perto de 40 por milhão, no Brasil essa taxa está próxima de 15. Diversos fatores contribuem para este número, mas um dos principais é a negação familiar, uma vez que no Brasil, para ser doador, não é preciso deixar nada por escrito, e sim comunicar à família, pois somente os parentes podem autorizar a doação.

Em 2014, mais de 27 mil pacientes estavam em lista por um transplante de órgão e quase 11 mil aguardando por um transplante de córnea. No ano morreram, em hospitais do país, mais de 36 mil pessoas com traumatismo craniano ou AVC, sendo que em muitos desses casos a pessoa poderia ter sido um potencial doador.

DIA NACIONAL DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Que órgãos podem ser doados?

A doação pode ser de órgãos (rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) ou de tecidos (córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical). A doação de órgãos como o rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores em vida. Não parentes, somente com autorização judicial.

A doação de órgãos de pessoas falecidas somente acontecerá após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica. Geralmente, são pessoas que sofreram um acidente que provocou traumatismo craniano (acidente com carro, moto, quedas etc.) ou sofreram acidente vascular cerebral (derrame) e evoluíram para morte encefálica.

Para quem vão os órgãos doados?

Os órgãos doados vãos para pacientes que necessitam de um transplante e já estão aguardando em uma lista de espera única. A compatibilidade entre doador e receptores é determinada por exames laboratoriais e a posição em lista é determinada com base em critérios como tempo de espera e urgência do procedimento.

 Como se identifica um possível doador?

As Organizações de Procura de Órgãos (OPO) atuam em parceria com as Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), junto aos hospitais com perfil de notificante de determinada região geográfica, identificando potenciais doadores e viabilizando o processo de doação. As OPO e CIHDOTT são vinculadas à Central Estadual de Transplante.

Como sei se um familiar ou amigo pode doar para mim?

Se você precisa de um rim, medula óssea, parte do fígado ou parte de um pulmão, um familiar de até quarto grau pode ser doador. Para qualquer outra pessoa é necessária autorização judicial. Antes da doação, no entanto, eles devem ser submetidos a uma bateria de exames de compatibilidade, sempre sob a orientação de médicos, para determinar esta possibilidade.

TRANSPLANTES RENAIS

O aumento na oferta de doadores é fundamental para melhorar a qualidade de vida de quem sofre de doença renal crônica avançada, uma vez que os transplantes renais são considerados a mais completa alternativa de substituição da função renal, tendo como principal vantagem a melhor qualidade de vida, pois garantem mais liberdade na rotina diária do paciente. No transplante renal, um rim saudável de uma pessoa viva ou falecida é doado a um paciente portador de insuficiência renal crônica avançada. Através de uma cirurgia, esse rim é implantado no paciente e passa a exercer as funções de filtração e eliminação de líquidos e toxinas.

O Hospital do Coração de Natal foi pioneiro em transplantes renais aqui no RN:  este tipo de cirurgia já é feito no hospital desde 2003.

Saiba mais sobre o assunto e a importância da doação de orgãos assistindo ao vídeo da nefrologista Kellen Costa:

 

 

Fontes:

Dia Mundial do Alzheimer

O Dia Mundial do Alzheimer é comemorado em 21 de setembro. A data foi instituída pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde o ano de 1994, com o objetivo de orientar a população sobre a prevenção, causas e tratamentos da doença. Hoje, estima-se que 45 milhões de pessoas sejam impactadas pela doença no mundo e 1,2 milhão no Brasil.

Alzheimer

Descrita pela primeira vez pelo neurologista alemão Alois Alzheimer em 1907, trata-se de uma doença progressiva do sistema nervoso central, com causa ainda desconhecida e caracterizada pela demência do indivíduo. Os pacientes têm um comprometimento das funções mentais superiores, chamadas funções cognitivas: apresentam alterações progressivas do humor e do comportamento. No estágio mais grave da doença,  o nível de dependência se torna muito acentuado, com a necessidade de que pessoas (familiares/cuidadores) ao redor passem a cuidar deste paciente de forma muito mais intensa.

No atual momento da ciência, a doença de Alzheimer pode ser tratada com medicações que podem estabilizar temporariamente ou atrasar a progressão dos sintomas, trazendo melhor qualidade de vida para os pacientes e seus familiares.

 

 

FATORES DE RISCO

* Idade

Embora existam casos esporádicos em pessoas de 50 anos e a prevalência na faixa etária de 60 a 65 anos esteja abaixo de 1%, a partir dos 65  anos ela praticamente duplica a cada cinco anos.  Depois dos 85 anos de idade, atinge 30 a 40% da população.

* História familiar

O risco é mais alto em pessoas que têm história familiar de Alzheimer ou outras demências.

* Síndrome de Down

Em portadores da Síndrome de Down, a doença surge com frequência mais alta e as alterações neuropatológicas se instalam mais precocemente.

* Apolipoproteína E

Além de outras funções, o colesterol é necessário para a integridade da bainha de mielina que envolve as raízes nervosas. A apolipoproteína é uma proteína presente na circulação, importante no transporte de colesterol no sistema nervoso central. Indivíduos em que essa proteína possui determinadas características genéticas têm probabilidade mais alta de desenvolver Alzheimer.

* Sexo

Parece haver pequeno predomínio da doença entre as mulheres. Para quem chegou aos 65 anos, o risco futuro de surgir Alzheimer é de 12% a 19% no sexo feminino; e de 6% a 10% nos homens.

* Trauma craniano

Boxeadores e pessoas que sofreram traumas cranianos parecem mais sujeitos à enfermidade, embora nem todos os estudos comprovem essa relação.

 

FATORES PROTETORES

* Escolaridade

A aquisição de conhecimentos cria novas conexões entre os neurônios (sinapses) e  aumenta a reserva intelectual, fatores que retardam o aparecimento das manifestações de demência. O analfabetismo e a baixa escolaridade estão associados à maior prevalência.

* Atividade física

Vários estudos sugerem que a atividade física tenha efeito protetor.

 

QUADRO CLÍNICO

A doença se instala de forma insidiosa, com queixas de dificuldade de memorização e desinteresse pelos acontecimentos diários. Inicialmente é comprometida a memória de trabalho, memória de curta duração que nos permite exercer a rotina diária.

As primeiras habilidades perdidas são as mais complexas: manejo das finanças, planejamento de viagens, preparo de refeições. A capacidade de executar atividades mais básicas como vestir-se, cuidar da higiene ou alimentar-se, é perdida mais tardiamente.

A perda de memória é progressiva: a incapacidade para lembrar fatos recentes contrasta com a facilidade para recordar o passado. Com o tempo a dificuldade de aprendizado se acentua:  a linguagem, comprometida discretamente no início do quadro, torna-se vazia, desprovida de significado, embora a fluência possa ser mantida. A orientação espaço-visual se deteriora, criando dificuldade de orientação e de reconhecimento de lugares anteriormente bem conhecidos.

O quadro degenerativo se estende às funções motoras. Andar, subir escadas, vestir-se, executar um gesto sob comando, tornam-se atividades de execução cada vez mais problemática.

Na fase avançada, mutismo, desorientação espacial, incapacidade de reconhecer faces, de controlar esfíncteres, de realizar as tarefas de rotina, pela alteração do ciclo sono/vigília e pela dependência total de terceiros são sintomas característicos da doença.

Dos primeiros sintomas ao óbito a sobrevida média é de 6 a  9 anos.

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

O processo degenerativo na doença de Alzheimer leva à deficiência de diversos neurotransmissores, moléculas que atuam na condução dos estímulos nervosos transmitidos de um neurônio para outro.

Os medicamentos usados atualmente são indicados no tratamento das formas leve ou moderada, com a finalidade de ajudar os pacientes a manter a habilidade de executar as atividades de rotina por mais tempo e de preservar a capacidade de relacionar-se com os familiares e amigos.

 

RESPOSTA AO TRATAMENTO

A doença é incurável. O objetivo da terapêutica é retardar a evolução e preservar por mais tempo possível as funções intelectuais, e os melhores resultados são obtidos quando o tratamento é iniciado nas fases mais precoces.

Fonte:  https://drauziovarella.com.br

Metade da população brasileira está acima do peso

Metade da população brasileira está acima do  peso  – é o que comprova pesquisa do Ministério da Saúde. Nos últimos dez anos, a obesidade avançou em todas as faixas etárias e quase dobrou entre os jovens de 18 a 24 anos.

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Os dados fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel),  realizada pelo Ministério da Saúde em todas as capitais do país de fevereiro a dezembro de 2016, quando foram entrevistadas 53 mil e 210 pessoas maiores de 18 anos em todas as capitais brasileiras.

OBESIDADE CRESCEU 60% EM DEZ ANOS

Segundo a pesquisa, o crescimento da obesidade é um dos fatores que pode ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não transmissíveis que pioram a condição de vida do brasileiro e podem até matar. O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016; o de hipertensão,  de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016.

A obesidade aumenta com o avanço da idade, mas, mesmo entre os mais jovens, de 25 a 44 anos, atinge indicador alto: 17%. O  excesso de peso também cresceu entre a população: passou de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016  e já é presente em mais da metade dos adultos.

IMC  (ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA)

O cálculo do excesso de peso e obesidade é feito através do IMC (Índice de Massa Corpórea), feito pela divisão do peso pela altura ao quadrado.

imc - como calcular

 Valores de referência para cálculo do IMC

  • Menor que 18,5 = Abaixo do peso
  • Entre 18,5 e 24,9 = Peso normal
  • Entre 25 e 29,9 = Sobrepeso (acima do peso desejado)
  • Igual ou acima de 30 = Obesidade.

 

MUDANÇAS DE HÁBITOS ALIMENTARES

Um dos fatores para o aumento da obesidade é a a mudança nos hábitos alimentares da população. Os dados apontam uma diminuição da ingestão de ingredientes considerados básicos e tradicionais na mesa do brasileiro:  o consumo regular de feijão diminuiu 67,5% em 2012 para 61,3% em 2016; e apenas 1 entre 3 adultos consomem frutas e hortaliças em cinco dias da semana.

SEDENTARISMO

Outra causa importante de obesidade é o sedentarismo. Caracterizado pela falta ou a diminuição da atividade física, o sedentarismo atinge órgãos vitais e impacta diretamente na saúde dos músculos e ossos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada três adultos não pratica nenhuma atividade física. O corpo humano foi programado para funcionar melhor quando recebe estímulos:  as funções vitais acontecem de forma mais regular e com menor desgaste quando o indivíduo é ativo –  um corpo sedentário funciona mal e sobrecarrega todos os órgãos.  Por isso, quando feita de maneira regular, a atividade física previne e ajuda a melhorar  muitos problemas de saúde, como diabetes, hipertensão, obesidade e aumento das taxas do colesterol.

COMO MUDAR ESTE QUADRO

A  adoção de um estilo de vida equilibrado, com menor ingestão de calorias e aumento das atividades físicas proporciona a redução de peso, reversão da obesidade e facilita a manutenção de uma vida saudável:

  • Combine uma alimentação equilibrada à prática regular de exercícios
  • Faça uma avaliação médica antes de iniciar qualquer atividade física
  • Caminhadas diárias de 30 minutos são uma boa opção para começar – a hidratação e a escolha da roupa adequada também ajudam nesse processo
  • Evite alimentos ultraprocessados – dê preferência a uma alimentação natural e com o mínimo de aditivos químicos possíveis
  • Diminua a ingestão de frituras, gorduras animais, sal,  açúcar e alimentos refinados

 

Fontes:  Ministério da Saúde  http://portalsaude.saude.gov.br

                Sociedade Brasileira de Cardiologia   http://www.cardiol.br/

 

Consulado dos EUA presta homenagem ao hospital

O Consulado dos EUA presta homenagem ao Hospital do Coração, ao infectologista André Prudente e à gerente de enfermagem Suerda Menezes. Os profissionais e a direção do hospital receberam do Consulado dos Estados Unidos da América um certificado de reconhecimento pela excelência dos serviços prestados pela nossa instituição.

A homenagem à equipe do hospital foi em agradecimento ao atendimento prestado por nossa instituição a um cidadão franco-americano que foi internado no Hospital do Coração ano passado, após contrair uma infecção enquanto passava férias na Praia de Pipa. A infecção evoluiu para a Síndrome de MIller-Fischer (doença rara, caracterizada por fraqueza nas pernas que pode evoluir para paralisia de pernas e braços e que se não for tratada a tempo pode se tornar muito grave). O paciente atendido no hospital ficou internado durante 14 dias e saiu bem, sem complicações ou sequelas.

De acordo com as autoridades  do  Consulado  dos EUA em  Recife,  o atendimento realizado pela nossa equipe  e também a ajuda prestada ao Consulado durante o período em que o paciente esteve internado  foram  muito além das atribuições normais de um hospital.  Como forma de agradecimento pelo excelente serviço prestado, o Cônsul Geral, sr. John Barrett;  a Vice-Cônsul, Edith Lee; a Vice-Cônsul, Cristian Martinez-Lusane;  e a  assistente consular Janaína Brito entregaram certificados de apreciação à direção do Hospital, representada pelo diretor médico Elmano Marques ; ao médico André Prudente; e a gerente de enfermagem,  Suerda Menezes. A entrega dos certificados aconteceu   na diretoria do hospital, dia 18 de agosto.

Como o paciente também era cidadão francês,  o consulado americano contou também com a ajuda da agente do Consulado Honorário da França em Natal, a sra. Sylvie Gradel, que também participou da reunião para a entrega dos certificados.

Consulado dos EUA presta homenagem ao Hospital do Coração

 

 

Implantes auditivos: nova cirurgia é realizada pela primeira vez no país em Natal

Uma  técnica cirúrgica revolucionária para instalação de implantes auditivos que vem beneficiando pacientes que sofrem de problemas de audição em 25 países  foi realizada pela primeira vez no Brasil  em Natal:  o Implante Bilateral Simultâneo MIPS . A cirurgia foi  realizada no mês de agosto pelo otorrinolaringologista Luiz Rodolpho Penna Lima Junior, no Hospital do Coração de Natal.

O implante auditivo ancorado no osso já é realizado no Brasil, inclusive pelo SUS , há algum tempo. Recentemente,  foi desenvolvida  a técnica cirúrgica minimamente invasiva chamada MIPS (Minimaly Invasive Ponto Surgery) que simplificou bastante o procedimento:   em algumas situações, o implante  pode ser realizado em apenas quinze minutos, com anestesia local e sedação.

TÉCNICA CIRÚRGICA

O dispositivo usado na nova técnica possui duas partes: uma implantável – um pequeno parafuso de titânio com 4 mm de comprimento-  e uma parte externa (audioprocessador Ponto) que é adaptada ao parafuso através de um conector. Dr. Penna Lima explica como  funciona :

O sistema funciona da seguinte forma: o audioprocessador capta o som e transforma-o em uma vibração, que é transmitida para o parafuso de titânio que está fixado a calota craniana, transmitindo o som diretamente para orelha interna,  permitindo que o paciente escute-o. Para a realização desta técnica foi desenvolvido um instrumental cirúrgico específico que permite a realização de incisões com a remoção de uma mínima circunferência de pele, com aproximadamente 0,5cm de diâmetro, alcançando o osso  da calota craniana onde fixamos então o implante de titânio a calota craniana. O paciente pode receber alta no mesmo dia e o sistema pode ser ligado com 3 semanas de pós-operatório. A técnica permite uma recuperação mais rápida na etapa pós-operatória.

Paciente com 24h de cirurgia

Este  implante auditivo é indicado  para:

  • Pessoas que possuam algum resíduo auditivo ou audição em um único ouvido;
  • Pessoas que possuam perdas auditivas condutivas e mistas ( que nascem com malformações das orelhas externa e média, que não têm o canal auditivo para usar um aparelho auditivo convencional );
  • Pessoas que tiveram a anatomia dos ouvidos externos e médios alteradas após terem sido submetidas a cirurgia para tratar otites crônicas
  • Quem tem surdez num ouvido único.

                    Este tipo de implante, assim como os implantes cocleares, é coberto pelos planos de saúde e também pelo SUS.           

 

Hospital do Coração/Otocento comemoram 800 implantes cocleares

No ano de 2017,  a equipe do Hospital do Coração de Natal/Otocentro ultrapassou a marca das 800 cirurgias de implantes cocleares. Para comemorar  números tão significativos, serão realizados 3 dias de eventos:

  • V Curso de Implante Coclear – dia 10 de novembro  – curso voltado para profissionais e estudantes de otorrinolaringologia e fonoaudiologia.
  • XIV Curso para Pais de Deficientes Auditivos e Usuários de Tecnologias Auditivas – dia 11 de novembro
  • V Caminhada em Promoção a Saúde Auditiva e Combate a Surdez – dia 12 de novembro

O Implante Coclear pode beneficiar pessoas com surdez de grau severo ou profundo, em ambos os ouvidos. Veja mais informações sobre implantes cocleares com o Dr. Luiz Rodolpho Penna Lima:

Cigarro: apague essa ideia

O cigarro causa a morte de 6 milhões de pessoas por ano em todo o mundo em razão de doenças provocadas pelo hábito de fumar. O tabagismo é principal causa de morte evitável em todo o mundo. Somente no Brasil esse número chega a 200 mil. E o mais grave: dez por cento dessas mortes são de fumantes passivos, pessoas que não fumam mas convivem com fumantes.

Hoje, quando se comemora o Dia Nacional de Combate ao Fumo, é um momento de se refletir sobre essa epidemia global, considerada doença de saúde pública.

DOENÇAS CAUSADAS PELO CIGARRO

  • O tabagismo é responsável por 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)  (bronquite e enfisema)
  • 30% de diversos tipos de câncer (pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero, estômago e fígado)
  • 25% das doenças coronarianas (angina e infarto)
  • 25% das  doenças cerebrovasculares (AVC´s)
  • O tabagismo também é um fator importante de risco para o desenvolvimento de outras doenças:  tuberculose, infecções respiratórias, úlceras, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose e catarata

 

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é a enfermidade relacionada ao tabagismo que mais gerou gastos aos sistemas público e privado de saúde em 2015, com R$ 16 bilhões. Doenças cardíacas vêm em segundo lugar, com custo de R$ 10,3 bilhões. Também entraram no levantamento o tabagismo passivo; cânceres diversos, entre os quais o de pulmão; acidente vascular cerebral (AVC) e pneumonia.

A DPOC  é a quinta causa de mortes no Brasil, e a única maneira de mudar o curso da doença é parar de fumar.

Veja o que diz o pneumologista Felipe Marinho sobre a doença:

 

 

 

Ainda que seja difícil, é possível parar de fumar , e quando isto acontece, os  resultados são surpreendentes:

  • Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal;
  • Após 2 horas, não há mais nicotina no sangue;
  • Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza;
  • Após 2 dias, a pessoa passa a sentir melhor os cheiros e sabores;
  • Após 3 semanas, a respiração fica mais fácil e a circulação melhora;
  • Após 5 a 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou.

 

 Respire fundo, apague o cigarro e viva mais e melhor. 

 

 

 Fonte:     Inca – Instituto Nacional do Câncer     http://www2.inca.gov.br