CIRURGIA ROBÓTICA

Cirurgia Robótica – O  Hospital do Coração de Natal já está se preparando para a realização deste tipo de cirurgia.

Dos dias 26 a 28 de julho, foi realizado no auditório da Nutrivida,  em Natal,  o  2º CURSO INTERNACIONAL DE CIRURGIA DE ESÔFAGO E ROBÓTICA, que teve o apoio do hospital.

Durante o curso: Dr. Fernando Lisboa; Nédia Akyco, enfermeira-chefe do Centro Cirúrgico do HC; Dr. Nelson Solano, diretor-administrativo do HC; e Dr. Roberto Galvão, cirurgião

O curso, que contou com tradução simultânea,  foi coordenado pelo cirurgião Fernando Lisboa, que também foi um dos palestrantes – sua palestra teve como tema “As complicações da cirurgia da doença do refluxo e como evitá-las”.O evento, que  teve duração de três dias e contou com palestrantes brasileiros e internacionais, foi destinado à médicos e estudantes de medicina.

Também participaram como palestrantes o Dr. Ricaro Abdalla, do Instituto do Câncer de São Paulo, e o Dr. Sudish Murthy, da Cleveland  Clinic, de Ohio,/EUA, que abordou o tema A lobectomia assistida por robótica, esofagectomia minimamente invasiva e a alteração neuromuscular hipertônica do esfíncter do esôfago”.

O que é Cirurgia Robótica?

A cirurgia robótic​a pode ser co​nsiderada uma evolução da cirurgia minimamente invasiva laparoscópica. Ou seja, o cirurgião estabelece os acessos laparoscópicos e introduz a câmera e os instrumentos de trabalho no interior do corpo do paciente por meio de pequenas incisões feitas pelo robô.

Vantagens em relação à cirurgia convencional (aberta)

  • Menos invasiva/Cortes menores.
  • Reduz sangramentos, dores e risco de infecção.
  • Recuperação mais rápida do paciente.
  • Menor tempo de internação.

Vantagens em relação à cirurgia laparoscópica

  • Mais precisão nas cirurgias em locais de difícil acesso, como nas regiões de pelve, diafragma e saída do esôfago.
  • Melhor ergonomia — O cirurgião fica sentado em posição confortável, o que ajuda nas cirurgias longas.
  • Mais intuitivo — O robô reproduz movimentos similares aos do cirurgião. Na laparoscopia convencional, o mecanismo de movimentação dos instrumentos cirúrgicos é inverso. O cirurgião movimenta os dedos para a esquerda e a pinça se move para a direita.
  • Visão tridimensional para os cirurgiões.

Segurança

O robô não faz nada sozinho. Qualquer movimento realizado por ele foi feito pelo cirurgião no console. No entanto, diante de ações imprevistas pelo cirurgião, a tecnologia robótica aciona um comando de segurança que trava provisoriamente a máquina, evitando danos ao paciente. Se o médico tirar o rosto da tela de controle, o robô também para automaticamente.

Por serem mais complexa​s, as cirurgias robóticas seguem também um protocolo de checagem de todos os itens de segurança a cada uma hora de cirurgia, aproximadamente.

HEPATITES VIRAIS

hepatites virais

O  Dia Mundial de Luta contra as HEPATITES VIRAIS é comemorado em  28 de julho. O termo “hepatite” significa inflamação no fígado, e pode ter diversas causas: dengue, ingesta alcoólica, deposição de gordura no fígado, uso de medicamentos e drogas ilícitas, auto-imune (quando as defesas do corpo passam a atacar seus próprios órgãos), infecções bacterianas, fúngicas, por protozoários, febre amarela, citomegalovírus e  outras condições mais raras.

As hepatites mais conhecidas são as provocadas por vírus. Os principais são:

  • vírus da hepatite A
  • vírus da hepatite B
  • vírus da hepatite C
  • vírus da hepatite D
  • vírus da hepatite E

Hepatite A

A forma de transmissão é através de água ou alimentos contaminados. Costuma acometer crianças e adultos jovens, e muitas vezes não apresenta sintomas.

Quando a doença apresenta sintomas, as pessoas acometidas podem ter  febre, mal estar, dor de cabeça, perda de apetite, dor abdominal, náuseas e vômitos, urina escura, fezes claras e olhos amarelados.

Tratamento: não é necessária a administração de medicamentos, a Hepatite A  tende a evoluir para a cura sem complicações em quase todos os casos. Em casos muito raros, pode ocorrer hepatite fulminante, forma grave da doença.

É recomendado repouso e evitar uso de medicamentos que possam inflamar mais ainda o fígado. Há vacina para prevenir a doença.

Hepatite B

É transmitida através de relações sexuais e contato com sangue de pessoas portadoras do vírus, tais como: compartilhamento de seringas, alicates de unha, lâminas de barbear ou de depilação e qualquer outro objeto cortante.

Assim como hepatite A, a maioria dos casos são assintomáticos. Contudo, essa forma da doença pode cronificar (durar mais de 6 meses) e, se não tratada, levar ao surgimento de cirrose e câncer.

O tratamento medicamentoso deve ser feito nas formas crônicas que se enquadrem nas recomendações do Ministério da Saúde. Existe vacina para essa doença.

Hepatite C

É adquirida principalmente por contato sanguíneo, assim como a hepatite B e raramente por relações sexuais, exceto em pessoas com alguma doença sexualmente transmissível, sobretudo sífilis e Aids.

É a que tem a maior tendência a cronificar, e também pode levar à cirrose e câncer.

Felizmente, o tratamento dessa doença evoluiu muito nos últimos anos e a maioria das pessoas conseguem ficar curadas. Não há vacinas.

 Hepatite D

O vírus D só acomete pessoas que já tenham hepatite B e no Brasil se restringe à região amazônica.

 Hepatite E

O vírus E se transmite da mesma maneira que o vírus A, sendo bastante raro em nosso meio. O Rio Grande do Norte ainda não tem nenhum caso registrado.

Em todas as formas de hepatite é de suma importância procurar atendimento médico para acompanhamento. Como já foi dito, é muito comum que pessoas portadoras de hepatites não apresentem nenhum sintoma, por isso, a consulta a um médico especializado e a realização de exames são essenciais para o diagnóstico precoce, capaz de evitar complicações.

PREVENÇÃO

Como a hepatite A é transmitida por alimentos e pelo contato pessoal, a higiene é o principal meio de prevenção: lavar bem as mãos após ir ao banheiro e antes de comer, lavar bem alimentos que serão consumidos crus e cozinhar bem os demais, principalmente frutos do mar e carne de porco.

Já as demais hepatites virais são transmitidas pelo sangue ou pelo contato sexual, por isso, é importante não compartilhar objetos de uso pessoal, como giletes, escovas de dentes, utensílios de manicure, além de utilizar preservativos durante as relações sexuais, e ter certeza de que materiais utilizados para fazer tatuagens e para a colocação de piercings são descartáveis.

Vacinas

Também fazem parte das ações para prevenção das hepatite A e B. Nas crianças, primeira dose da vacina de hepatite B é dada ao nascer, sendo repetida aos 2 e aos 6 meses.

Já a vacina para hepatite A é aplicada quando a criança completa 1 ano, e o reforço ocorre com 18 meses.

No caso de adultos, é preciso tomar as 3 doses de hepatite B e as duas de hepatite A para que a vacinação possa ser considerada completa.

 

Dr. André Prudente – infectologista

 

 

 

O que é encefalite?

Dr. André Prudente – Infectologista

O sistema nervoso central é dividido em encéfalo e medula espinhal, protegidos pelo crânio e coluna vertebral, respectivamente. Por sua vez, o encéfalo é formado pela associação do cérebro, cerebelo e tronco cerebral. Encefalite é o termo que designa inflamação do encéfalo, podendo ser acompanhada de concomitante acometimento de meninges (meningoencefalite) ou de medula (encefalomielite).

É uma condição clínica complexa, com potencial de gravidade e considerável letalidade. Seu manejo acaba sendo um desafio, já que o diagnóstico diferencial é amplo, muitas de suas causas não possuem tratamentos específicos, pode ter progressão rápida e, frequentemente, há necessidade de cuidados em unidades de terapia intensiva.

Acomete pessoas de qualquer faixa etária, mas tem predileção pelos extremos de idade (crianças e idosos). Nos Estados Unidos da América, estima-se que ocorra anualmente 1 caso de encefalite a cada 100 mil habitantes.

Ainda que os vírus sejam os maiores responsáveis, diversas são suas causas. Vejamos as principais:

1- Não-infecciosas:

autoimunes – encefalomielite aguda disseminada, anti-NMDAR, anti-VGKC.

neoplásicas ou paraneoplásicas (tumores malignos) – encefalite límbica.

vacinas – raramente.

2- Infecciosas

virais – herpes vírus, enterovírus, caxumba, sarampo, influenza, adenovírus, vírus da coriomeningite linfocítica, Sabiá, Lassa, dengue, chikungunya, Zika, Ebola, Coxsackie, HIV e outros;

bacterianas – Treponema pallidum (sífilis), Listeria monocytogenes, Mycobacterium tuberculosis, Mycoplasma pneumoniae

fungos – Candida sp, Criptococcus neoformans, Aspergillus sp.

protozoários – toxoplasmose

Apesar de todas essas causas, a encefalite não é uma apresentação habitual da maioria dos agentes etiológicos. Costuma ser uma complicação rara de doenças comuns, exceto nos vírus que primariamente acometem o encéfalo, como por exemplo, os vírus da raiva e da encefalite japonesa. Para os outros vírus, encefalite é complicação felizmente rara. Ademais, as principais causas não são de transmissão interpessoal.

Sendo assim, surtos de encefalite dificilmente ocorrerão por agentes cuja manifestação clínica primária não seja no sistema nervoso central. Epidemias de dengue ocorrem e são frequentes no Brasil. Quantos mais casos dessa virose surgirem, maior a chance de casos raros serem diagnosticados, inclusive encefalite. Todavia, é pouco provável uma epidemia de encefalite por esta arbovirose.

Não há marcadores clínicos ou laboratoriais que indiquem predisposição para desenvolver encefalite.

QUADRO CLÍNICO

Os sinais e sintomas vão depender da causa. Nas virais, os pacientes podem apresentar febre, mal estar, dor de cabeça intensa, convulsões e sinais focais (como boca torta, diminuição da força em um lado do corpo, dificuldade de falar). Pode também apresentar os sintomas da doença de base, como dengue, gripe, herpes, etc. Adultos e, principalmente, idosos com varicela podem desenvolver encefalite após as lesões cutâneas típicas da catapora.

A característica clínica mais importante é o rebaixamento do nível de consciência. Pode começar com confusão mental e evoluir para sonolência excessiva e estado comatoso. A evolução tende a ser rápida. Em alguns casos, a doença leva ao coma em poucas horas.

Quando as meninges também estão inflamadas, rigidez de nuca e outros sinais pesquisados pelo médico podem estar presentes (sinais de Brudzinski, Kernig e Lasègue).

Os sintomas são todos inespecíficos e devem ser analisados em conjunto e criteriosamente pelo médico para haver suspeita clínica. Alguns achados podem sugerir uma ou outra causa. Veja a tabela abaixo:

DIAGNÓSTICO

História clínica e exame físico bem feitos são as principais ferramentas para o médico diagnosticar encefalite. Exames de imagem, principalmente a ressonância magnética do crânio, podem ser úteis.

O mais importante exame complementar para confirmação diagnóstica é a coleta do líquido cefalorraquidiano (LCR). Para isso, há a necessidade de punção lombar por médico habilitado. Nesse fluido, pode-se dosar a quantidade e o tipo de células, além da glicose, proteínas e outros marcadores. O isolamento viral é capaz de demonstrar se um vírus foi a causa da doença. Infelizmente, poucos são os laboratórios no país habilitados para isolar vírus no LCR. Sendo assim, os resultados são demorados e tem mais importância epidemiológica do que para decisão terapêutica.

Exames de sangue são de pouca valia para o diagnóstico.

A despeito de todo aparato tecnológico, em até dois terços dos casos a causa permanece desconhecida.

Punção lombar para coleta de líquido cefalorraquidiano

TRATAMENTO

O tratamento é de suporte na maioria dos casos. Ou seja, manter pressão arterial estável, boa oxigenação dos tecidos, manutenção de níveis adequados dos eletrólitos (sódio e potássio, por exemplo), anticonvulsivantes quando necessário. Frequentemente, cuidados em unidade de terapia intensiva são requeridos.

Em casos específicos, como na encefalite por herpes vírus, antivirais são de grande importância para o tratamento. Em encefalites autoimunes, imunoglobulina e/ou imunossupressores podem ser essenciais.

PREVENÇÃO

Por ser uma doença com inúmeras causas, não há uma maneira específica de prevenção. Para os agentes imunopreveníveis, como caxumba e sarampo, as vacinas são suficientes. Para doenças autoimunes, não se conhece formas de se evitar.

Para dengue, Zika, chikungunya e outras arboviroses, a eliminação dos criadouros de mosquitos é a principal medida, O uso de repelentes é útil, mas confirma a falência da sociedade em controlar o vetor (mosquito). Ninguém sabe ao certo qual será a consequência de se aplicar essas substâncias na pele diariamente e por tempo prolongado. Se todos aqueles que ouvissem ou lessem mensagens sensacionalistas em redes sociais também procurassem e eliminassem possíveis focos de mosquito (água parada), nossos infantes estariam bem mais protegidos…

REFERÊNCIAS

1- Silva Marcus Tulius T. Viral encephalitis. Arq. Neuro-Psiquiatr. [Internet]. 2013 Sep [cited 2018 July 17] ; 71( 9B ): 703-709. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2013001000703&lng=en. http://dx.doi.org/10.1590/0004-282X20130155.

2- Ross, Karen L. Encephalitis. Handbook of Clinical Neurology, Vol. 121 (3rd series) – Neurologic Aspects of Systemic Disease Part III, pag. 1378-1381. Elsevier, 2014.

3- Piquet, A.L. & Cho, T.A. Curr Neurol Neurosci Rep (2016) 16: 45. https://doi.org/10.1007/s11910-016-0650-9.

4- Britton, P. N., Eastwood, K. , Paterson, B. , Durrheim, D. N., Dale, R. C., Cheng, A. C., Kenedi, C. , Brew, B. J., Burrow, J. , Nagree, Y. , Leman, P. , Smith, D. W., Read, K. , Booy, R. , Jones, C. A., , , , , , and , (2015), Consensus guidelines for encephalitis. Intern Med J, 45: 563-576. doi:10.1111/imj.12749.

5- Venkatesan A. Epidemiology and outcomes of acute encephalitis. Curr Opin Neurol. 2015 Jun;28(3):277-82.

6- Armangue, Thaís, Frank Leypoldt, and Josep Dalmau. “Auto-Immune Encephalitis as Differential Diagnosis of Infectious Encephalitis.” Current opinion in neurology 27.3 (2014): 361–368. PMC. Web. 18 July 2018.

 

JUNHO VERMELHO: a importância de doar sangue

A campanha JUNHO VERMELHO foi criada para lembrar da importância da doação de sangue.

JUNHO VERMELHO DOAÇÃO SANGUE

Não existe sangue sintético produzido em laboratórios: nada substitui o sangue verdadeiro retirado das veias de outro ser humano. É preciso doar porque os hospitais onde são tratados todos os tipos de pacientes necessitam de sangue disponível em qualidade e quantidade adequada:  se não houver sangue num hospital, as cirurgias serão canceladas.  Pacientes submetidos a cirurgias cardíacas, transplantes de rins, de fígado e de medula óssea, entre outras, necessitam muito de sangue e de plaquetas.

O sangue doado não faz falta para o doador e o processo de doação é simples, rápido e seguro. Uma única doação pode obter quatro componentes diferentes que são utilizados em quatro situações clínicas importantes:

  • Concentrado de Hemácias: utilizado em pessoas com anemia, que sofreram acidentes ou passaram por cirurgias
  • Concentrado de plaquetas:  componente fundamental no tratamento de câncer, nas quimioterapias e nos transplantes, principalmente no transplante de medula óssea
  • Plasma: utilizado em quem tem problemas de coagulação
  • Crioprecipitado: usado em hemofílicos e pessoas com alterações graves de coagulação

CRITÉRIOS PARA DOAÇÃO DE SANGUE:

  • Ter entre 16 e 69 anos (o candidato para doação de sangue com idade entre 16 e 17 anos necessita de autorização e presença de um dos pais ou responsável legal, durante todo processo da doação de sangue)
  • Ser saudável
  • Pesar acima de 50 kg
  • Repouso mínimo de 6 horas na noite anterior
  • Evitar alimentos gordurosos antes da doação
  • Não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores
  • Apresentar um documento oficial com foto.

 

QUAL É O INTERVALO MÍNIMO ENTRE UMA DOAÇÃO E OUTRA?

Para os homens é de dois meses; para as mulheres, três meses e dos 60 até os 65 anos, seis meses.

 

QUEM NÃO PODE DOAR SANGUE?

Não podem dar sangue as pessoas:

1) que tiveram hepatite depois dos 10 anos de idade. Antes dessa idade, a doença não é empecilho, porque provavelmente se trata de hepatite A, cujo vírus é eliminado por completo do organismo;

2)     que tiveram hepatite B ou C, os portadores do vírus da AIDS ou de outra doença infecciosa transmitida pelo sangue;

3)     com diabetes que usam insulina ou anti-hipoglicemiantes por via oral; mulheres grávidas ou que estão amamentando;

4)      com febre, peso abaixo  de  50kg, com mais de 65 anos ou que tiveram perda  inexplicada de 10% do peso em um mês;

5)     com epilepsia ou crises de asma;

6)      que tenham se submetido a grandes cirurgias, recebido transfusão, feito tatuagem ou colocado piercing há menos de um ano.

Febre Amarela: vacinação será aplicada em todo país

 

vacinação febre amarela

Febre Amarela:  todo o território brasileiro será área de recomendação para vacina contra a doença. O Ministério da Saúde informou que a ampliação será feita de forma gradual, iniciando este ano e sendo concluída até abril de 2019. A medida é preventiva e tem como objetivo antecipar a proteção contra a doença para toda população em caso de um aumento na área de circulação do vírus. Com isso, até abril de 2019, 1.586 novos municípios estarão incluídos como áreas com recomendação de vacina, atingindo 100% do território nacional. Desde 1997, o Ministério da Saúde vem ampliando as áreas de recomendação de vacinação. Até então, a vacina de febre amarela fazia parte da rotina de 23 estados, sendo nove com áreas parciais de recomendação de vacinação.

Atualmente,  o Rio Grande do Norte ( assim como outros estados do Nordeste e parte do Sul e Sudeste) não faz parte das áreas de recomendação de vacina. Com a ampliação, devem ser vacinadas 77,5 milhões de pessoas em todo o país ( este número corresponde à estimativa atual de pessoas não vacinadas nessas novas áreas – quem já recebeu pelo menos uma dose da vacina, independentemente do tempo em que esta foi aplicada, está protegido contra o vírus e não há necessidade de receber nova vacina, a proteção deverá durar por toda a vida).

Cronograma de Vacinação

De acordo com cronograma do Ministério da Saúde, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia são os primeiros a estenderem a vacinação a todo território. Em seguida, em julho deste ano, os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul adotarão a vacina padrão em todos os municípios.

Na região nordeste, a vacinação para toda população começará em janeiro de 2019,  para os estados do Piauí, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Alagoas e Sergipe e Rio Grande do Norte.  O estado do Maranhão não entra nessa medida porque já é considerado área com recomendação de vacina, ou seja, a vacina da febre amarela faz parte da rotina do estado.

Atualmente, para receber a vacina no Rio Grande do Norte, o cidadão deverá comprovar que viajará a alguma área com risco de transmissão ou recomendação de vacinação.

 ONDE SE VACINAR EM NATAL

Em Natal, há 17 unidades dispondo da vacina contra febre amarela.  Confira os locais:

ZONA NORTE ZONA SUL ZONA LESTE ZONA OESTE
Vista Verde Nova Descoberta São João Felipe Camarão
Redinha Pirangi Lagoa Seca Policlínica Oeste
África UBS SatélitE Mãe Luiza Quintas
Gramoré Candelária
Vale Dourado
Santarém
Potengi

 

 

Certificado Internacional de Vacinação (CIVP)

Alguns países exigem que o viajante apresente um Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), emitido pela  Anvisa. Confira os endereços que emitem o CIVP no Rio Grande do Norte:

Coordenação de Vigilância Sanitária em Portos, Aeroportos e Fronteiras (CVSPAF-RN)

Atendimento: segunda a sexta-feira, 8h às 12h e 13h às 17h.

Telefone: (84) 3222-4618 / 9963.

Endereço: Av. Alexandrino de Alencar nº1402 – Bairro: Tirol-Natal.

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Aeroporto Internacional Aluizio Alves

Atendimento: segunda a sexta-feira, 8h às 12h e13h às 17h.

Telefone: (84) 3343-6060 – Ramal 4052

Endereço: Av. Ruy Pereira dos Santos, 3100 – São Gonçalo do Amarante.

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Posto Portuário de Natal

Atendimento: segunda a sexta-feira, 8h às 12h e 13h às 17h.

Telefone: (84) 3222-9951

Endereço: Av. Eng° Hildebrando de Góis, 173 – Bairro: Ribeira –Natal.

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Importante salientar:   esses locais apenas emitem o CIVP, não aplicam a vacina.

 

 

 

Check-up: tire suas dúvidas

Que tal aproveitar o início de 2018 para cuidar da saúde e fazer um check-up?

O check-up ajuda no diagnóstico precoce de doenças e também no acompanhamento de doenças preexistentes.

No vídeo abaixo, o cardiologista Múcio Galvão explica como funciona o serviço de check-up executivo do Hospital do Coração.

Assista aqui

 

Dia Nacional de Combate ao Câncer

O Dia Nacional de Combate ao Câncer  é comemorado em 27 de novembro.  A data foi criada com o intuito de ampliar o conhecimento da população sobre as formas de prevenção e de tratamento da doença.

dia nacional de combate ao Câncer

O que é câncer

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas.

O que causa o câncer?

As causas do câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.
De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais.

Fatores de risco de natureza ambiental 

Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida).

 

Dicas para prevenir o câncer

  • Não fume – Essa é a regra mais importante para prevenir o câncer, principalmente os de pulmão, cavidade oral, laringe, faringe e esôfago. Ao fumar, são liberadas no ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas que são inaladas por fumantes e não fumantes. Parar de fumar e de poluir o ambiente é fundamental para a prevenção do câncer.
  • Tenha uma alimentação saudável – A alimentação deve ser variada e equilibrada. Frutas, legumes, verduras, cereais integrais e feijões são os principais alimentos protetores. Frituras, comidas gordurosas, salgadinhos, enlatados e embutidos devem ser evitados.
  • Mantenha o peso corporal adequado – Estar acima do peso aumenta as chances de desenvolver câncer. Por isso, é importante controlar o peso por meio de uma boa alimentação e manter-se ativo.
  • Pratique atividades físicas diariamente
  • Amamente – O aleitamento materno é a primeira alimentação saudável. A amamentação exclusiva até os seis meses de vida protege as mães contra o câncer de mama e as crianças contra a obesidade infantil. A partir de então, deve-se complementar a amamentação com outros alimentos saudáveis até os dois anos ou mais.
  • Mulheres entre 25 e 64 anos devem fazer um exame preventivo ginecológico anualmente, e mulheres acima de 40 anos, mamografia anualmente
  • Homens a partir dos 50 anos de idade (ou 45, se houver casos de câncer de próstata na família), devem procurar um urologista anualmente para realizar  exames preventivos contra este tipo de câncer
  • Evite a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas
  • Evite a exposição ao sol entre 10h e 16h, e use sempre proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar, inclusive nos lábios – Se for inevitável a exposição ao sol durante a jornada de trabalho, use chapéu de aba larga, camisa de manga longa e calça comprida.
  • Vacine contra o HPV as meninas de 9 a 14 anos e os meninos de 11 a 14 anos – O Ministério da Saúde implementou no calendário vacinal, desde 2014, a vacina contra o HPV . A vacinação e o exame preventivo (Papanicolaou) se complementam como ações de prevenção do câncer do colo do útero.

Fonte –  Instituto Nacional do Câncer: http://www2.inca.gov.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Doar sangue: doar vida

Doar sangue é doar vida. O dia nacional do doador de sangue é comemorado em 25 de novembro, e foi criado para enfatizar a importância da doação regular para ajudar a quem precisa: uma só doação pode beneficiar até quatro vidas.

doar sangue

Critérios para doar

  • Ter idade entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos devem possuir consentimento formal do responsável legal)
    • Pesar no mínimo 50 kg;
  • Estar alimentado. Evite alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação. Caso seja após o almoço, aguardar 2 horas
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.

Impedimentos temporários:

  • Gripe, resfriado e febre: aguardar 7 dias após o desaparecimento dos sintomas;
  • Período gestacional;
  • Período pós-gravidez: 90 dias para parto normal e 180 dias para cesariana;
  • Amamentação;
  • Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação;
  • Tatuagem e/ou piercing nos últimos 6 meses (piercing em cavidade oral ou região genital impedem a doação);
  • Exames/procedimentos com utilização de endoscópio nos últimos 6 meses;
  • Comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis: aguardar 12 meses.

Critérios definitivos de impedimento:

  • Ter passado por um quadro de hepatite após os 11 anos de idade;
  • Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue:
    Hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas;
  • Uso de drogas ilícitas injetáveis;
  • Malária.

Fonte: Portal Saúde   www.brasil.gov.br/saude

Câncer de Próstata: Dia Mundial de Combate

 O câncer de próstata tem  90% de chances de cura quando diagnosticado precocemente. Por isso, no  dia 17 de novembro, data  escolhida como Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, é sempre importante lembrar da importância se se informar bem sobre a doença para ajudar na cura desse mal que é a segunda maior causa de morte por câncer dos homens brasileiros.

Câncer de próstata

Prevenção

Realizar exames periodicamente é a melhor maneira de se prevenir contra a doença. Sociedades médicas recomendam que homens a partir dos 50 anos de idade façam o exame de próstata anualmente, e acima dos 45, caso esteja inserido nos fatores de risco.

O ritual compreende o toque retal e o exame de sangue, para checar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico). Havendo alguma suspeita, o paciente deve se submeter à biópsia da próstata. O toque retal é considerado indispensável e não pode ser substituído pelo exame de sangue ou por qualquer outro exame, como o ultrassom. Somente com o resultado dessa análise do tecido é que poderá ser fornecido o diagnóstico.

Sabe-se que uma mudança no estilo de vida é crucial para aumentar a sobrevida, incluindo uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas no dia a dia.

Sintomas

Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem uma evolução silenciosa. Por isso, muitos homens não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata, também chamado de HPB.

Quando alguns sinais começam a aparecer, 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura.

Confira os sintomas que são suspeitos e merecem uma consulta ao médico:

  • Sensação de que a bexiga não se esvaziou completamente e ainda persiste a vontade de urinar
  • Dificuldade de iniciar a passagem da urinar
  • Dificuldade de interromper o ato de urinar
  • Urinar em gotas ou jatos sucessivos
  • Necessidade de fazer força para manter o jato de urina
  • Necessidade premente de urinar imediatamente
  • Sensação de dor na parte baixa das costas ou na pélvis (abaixo dos testículos)
  • Problemas em conseguir ou manter a ereção
  • Sangue na urina ou no esperma (esses são casos muito raros).
  • Dor durante a passagem da urina
  • Dor quando ejacula
  • Dor nos testículos
  • Dor lombar, na bacia ou no joelhos
  • Sangramento pela uretra.

Na fase muito avançada, o câncer de próstata pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Por isso, é importantíssimo que os homens desenvolvam o hábito de prestar atenção ao seu organismo para observar sintomas repentinos e alterações. Assim, podem procurar um médico para tirar dúvidas, ser orientados e tratados.

A ausência dos sintomas não garante que não há problemas com a saúde do homem. Portanto, todos devem realizar os exames preventivos anualmente e ficar atento para mudar os fatores de risco que independem da genética.

Fontes:

Instituto Lado a Lado pela Vida http://www.ladoaladopelavida.org.br

Instituto Nacional do Câncer  http://www2.inca.gov.br

Novembro Azul e a saúde do homem

Novembro AzulNovembro Azul é o nome da campanha feita para chamar a atenção sobre a saúde do homem.Entre os assuntos abordados na campanha, está o câncer de próstata,  com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce da doença, que é o segundo tipo de câncer que mais mata homens no Brasil ( o primeiro é o câncer de pele).

 

 

Próstata – o que é

PróstataA próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada e produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozóides, liberado durante o ato sexual.

 

Câncer de Próstata

O câncer de próstata costuma ter evolução lenta e tem 90%  de  chances de cura  se for detectado na fase inicial. Ele é o resultado de uma multiplicação desordenada das células da próstata. Quando há presença de câncer, a glândula endurece. Na fase inicial, o câncer de próstata não tem sintomas. Em 95% dos casos, eles aparecem em estágio avançado.

Portanto, exames  frequentes são fundamentais para que a doença não seja descoberta em estado avançado. Homens a partir dos 50 anos de idade (ou 45, se houver casos de câncer de próstata na família), devem procurar um urologista anualmente para realizar os exames preventivos.

Fontes:

Instituto Lado a Lado pela Vida http://www.ladoaladopelavida.org.br

Instituto Nacional do Câncer  http://www2.inca.gov.br