RESIDÊNCIA EM CARDIOLOGIA/2019 – INSCRIÇÕES ABERTAS

RESIDÊNCIA EM CARDIOLOGIA / 2019

Já estão abertas as inscrições para a Residência em Cardiologia/2019 do Hospital do Coração

Para fazer parte do processo seletivo, é exigido como pré-requisito Residência Médica em Clínica Médica.

As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de dezembro, na sede do Hospital do Coração, ou por email.

Clique aqui para ver o edital e outras  informações ⬇️

Dia Mundial de Luta contra a AIDS

O Dia Mundial de Luta contra a AIDS foi instituído há 30 anos, em 1988, pela Assembleia Geral da ONU e a Organização Mundial de Saúde, e é comemorado a 1º de dezembro.

O HIV (vírus da imunodeficiência humana) é o vírus que transmite a AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida). A moléstia se manifesta quando surgem as infecções oportunistas – pneumonia, tuberculose, meningite, herpes, hepatites, candidíase, por exemplo -, porque o HIV enfraquece o sistema imunológico e anula sua capacidade de combater até os bacilos que não fariam mal algum nas pessoas saudáveis. Quanto mais a doença progride, mais agressivas se tornam essas infecções e mais difíceis de tratar.

 

Comportamentos de risco

Para se contrair AIDS  é necessário que a pessoa seja infectada pelo vírus HIV. Todos estão sujeitos a contrair o vírus uma vez que a doença não escolhe cor de pele, idade, gênero ou preferências sexuais. Contudo, há alguns comportamentos de risco para a infecção por HIV:

  • Relação sexual (vaginal, anal ou oral) com pessoa infectada sem o uso de preservativos
  • Compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis
  • Reutilização de objetos perfurocortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.

Sintomas de AIDS

Os primeiros sintomas de HIV observáveis para Aids são fraqueza, febre, emagrecimento, diarréia prolongada sem causa aparente. Na criança que nasce infectada, os efeitos mais comuns são problemas nos pulmões, diarréia e dificuldades no desenvolvimento.

Os sintomas que a pessoa com AIDS podem apresentar incluem:

  • Emagrecimento não intencional
  • Fadiga
  • Aumento dos linfonodos, ou ínguas
  • Sudorese noturna
  • Calafrios
  • Febre superior a 38 C durante várias semanas
  • Diarreia crônica
  • Manchas brancas ou lesões incomuns na língua ou boca
  • Dores de cabeça
  • Fadiga persistente e inexplicável
  • Visão turva e/ou distorcida
  • Erupções cutâneas e/ou inchaços.

AIDS tem cura?

Quando a doença foi descoberta, receber a notícia de uma infecção por HIV era como assinar uma sentença de morte. Hoje, apesar de ainda não se ter descoberto a cura para a infecção, este quadro mudou: é possível viver com a doença. Mas a Aids continua a ser uma doença que grave,  que não tem cura e contra a qual ainda não existe vacina.

Quem pega o vírus, mesmo que não tenha desenvolvido a doença, pode transmitir o HIV nas relações sexuais, pelo sangue (nas transfusões e ao compartilhar agulhas e seringas contaminadas) e pelo leite materno. E vai ter que tomar o coquetel antiaids (uma mistura de diversos medicamentos antirretrovirais), a vida inteira. Os remédios que compõem esse esquema terapêutico podem estar associados a efeitos colaterais adversos e bastante desagradáveis que dificultam a adesão ao tratamento.

Por  tudo isso, a melhor maneira de evitar a AIDS é mesmo se prevenir contra ela:

Para evitar a transmissão da AIDS, recomenda-se:

  • Usar preservativo durante as relações sexuais,
  • Usar seringas e agulhas descartáveis
  • Usar luvas para manipular feridas e líquidos corporais
  • Testar previamente sangue e hemoderivados para transfusão

Dia Nacional de Combate ao Câncer

O dia 27 de novembro foi escolhido como  Dia Nacional de Combate ao Câncer para ampliar o conhecimento da população sobre as formas de prevenção e de tratamento dos vários tipos de câncer.

Algumas dicas são fundamentais para prevenir o câncer:

 

  • NÃO FUME – É a dica mais importante. O cigarro libera mais de 4 mil e 700 substâncias tóxicas que são inaladas pelos fumantes e não-fumantes.
  • ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL – Coma mais frutas, legumes, verduras, grãos e cereais integrais, leite e derivados desnatados e evite alimentos gordurosos, salgados e enlatados.  A dieta saudável deve conter, diariamente, pelo menos 5 porções de frutas, legumes e verduras. Evite frituras ( prefira alimentos cozidos ou assados), salgadinhos, carnes com gordura aparente, pele de frango, embutidos (lingüiça, salsicha, salame) e gordura hidrogenada.
  • ATIVIDADE FÍSICA – Faça pelo menos 30 minutos diários de atividade física leve ou moderada.
  • OBESIDADE – Estar acima do peso considerado ideal para sua altura aumenta as chances do desenvolvimento de diversos tipos de câncer.
  • EXAMES PREVENTIVOS – Mulheres com idade entre 25 e 64 anos devem realizar anualmente exames preventivos ginecológicos, e, acima dos 40 anos,mamografias, além de fazer o autoexame das mamas todos os meses. Os homens a partir dos 50 anos devem ir anualmente ao urologista. Se tiverem casos de câncer de próstata na família, a ida anual ao urologista dever programada ser iniciada aos 45 anos.
  • ÁLCOOL – Diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas
  • EXPOSIÇÃO AO SOL – Evitar a exposição ao sol das 10 às 16h, e, caso seja feita, usar sempre proteção adequada (barraca, chapéus). O protetor solar deve ser usado diariamente nas partes expostas ao sol, e não apenas na praia ou piscina.
  • HIGIENE ORAL – Faça diariamente escovação dos dentes e da língua e consulte o dentista regularmente.

 

Doação de Sangue: MITOS E VERDADES

Doação de sangue salva vidas.

Mas ainda existem muitas dúvidas o procedimento: confira aqui mitos e verdades sobre a doação de sangue:

MITOS

 Idosos não podem doar sangue – MITO

A partir de 2013, houve aumento na idade máxima dos doadores de sangue pelo Ministério da Saúde. Atualmente, pessoas entre 16 e 69 anos podem realizar o ato de doação.

 A doação é restrita a pessoas sem piercing e tatuagem – MITO

Apenas pessoas com piercing na cavidade oral não podem realizar a doação, pois a boca está mais receptiva a infecções do que outras áreas do corpo. Sobre pessoas com tatuagens, é indicada que a doação seja feita após um ano da realização do desenho, pois é o tempo adequado para manifestações de doenças contagiosas que possam ser transmitidas pela agulha.

Doadores estão suscetíveis a doenças transmissíveis via sangue – MITO

Quem doa sangue não corre o risco de se contaminar por doenças transmissíveis pelo sangue. E o doador pode ainda descobrir se, antes de doar, já sofria de alguma doença: o vírus HIV e as Hepatites B e C  são detectados  nos testes feitos no sangue dos doadores. Estes testes têm capacidade de identificar se a pessoa está contaminada mesmo que haja um curto período entre o dia de contaminação e a doação.

 O doador pode realizar o ato a cada 30 dias – MITO

A doação de sangue deve realizada com intervalo mínimo de 60 dias para homens e 90 dias para as mulheres, ou seja, em um período de 12 meses, há possibilidade de doação de até quatro vezes por ano, no caso de doador masculino e três em caso de doadora.

VERDADES

O peso influencia na doação – VERDADE

O peso do voluntário deve ser a partir de 50 quilos.

 Gestantes e lactantes não podem doar – VERDADE

 Mulheres grávidas ou que estejam amamentando não devem doar. As lactantes devem aguardar 12 meses após o parto. No período pós-parto, caso não esteja amamentando,  a mulher poderá ser doadora após 90 dias, em casos de parto normal, e 180 dias,  em casos de cesarianas.

 Descanso e alimentação influenciam na doação – VERDADE

É necessário estar descansado e não ter praticado atividades físicas intensas pelo menos cinco horas antes da doação. Em relação à alimentação, é preciso estar bem nutrido, com refeições prévias leves e sem gordura. Além disso, é proibido o consumo de bebidas alcoólicas até 24 horas antes da doação.

Fonte: Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH)

 

 

Novembro Azul

A campanha Novembro Azul foi criada para chamar a atenção sobre a saúde do homem, com ênfase na prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata.
O câncer de próstata, tipo mais comum entre os homens, é a causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas.

O que é a próstata?

É uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas, e se assemelha a uma castanha. Ela localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma.

Sintomas:

Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Na fase avançada, os sintomas são:

  • dor óssea
  • dores ao urinar
  • vontade de urinar com frequência
  • presença de sangue na urina e/ou no sêmen

Fatores de risco:

  • histórico familiar de câncer de próstata: pai, irmão e tio
  • raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer;
  • obesidade.

Prevenção e tratamento:

A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou aos 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico). Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. Outros exames poderão ser solicitados se houver suspeita de câncer de próstata, como as biópsias, que retiram fragmentos da próstata para análise, guiadas pelo ultrassom transretal.

A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença intervindo se houver progressão da mesma.

Fontes:

Agência Brasil

Sociedade Brasileira de Urologia

 

 

 

AVC: causas, sintomas, prevenção e tratamento

O AVC (Acidente Vascular Cerebral) é a segunda doença que mais mata no Brasil e também a mais deixa pessoas incapacitadas. E pode acontecer com qualquer um, em qualquer idade, afetando a todos: sobreviventes, familiares e amigos, ambientes de trabalho e comunidades.

avc

A prevenção pode evitar 90% dos casos. Também é importante reconhecer os sinais de alerta e o rápido tratamento de urgência, o que diminui a chance de sequelas.

O AVC é dividido em dois subtipos, o isquêmico e o hemorrágico. O primeiro caso é o mais  comum e se refere à obstrução ou redução brusca do fluxo sanguíneo de uma artéria cerebral. O  hemorrágico é mais grave,  sendo causado pela ruptura espontânea de um vaso dentro ou ao redor do cérebro, com o vazamento de sangue no organismo. Ambos podem ocorrer em qualquer hora do dia, inclusive durante o sono.

Medidas que podem evitar o AVC:

  • controle da pressão arterial
  • prática de exercícios físicos moderados cinco vezes na semana
  • manutenção de dieta saudável e balanceada com mais frutas e verduras e menos sal
  • redução e controle do colesterol
  • manutenção do peso adequado
  • não fumar e evitar exposição passiva ao tabaco
  • redução da ingestão de álcool
  • identificação e tratamento da fibrilação atrial
  • prevenção do diabetes, com acompanhamento médico

Identificação dos sintomas

A identificação rápida dos sintomas é muito importante para o diagnóstico e o tratamento adequado, além da redução de incapacidades Os sinais e sintomas do AVC se iniciam de forma súbita e podem ser únicos ou combinados:

  • Enfraquecimento, adormecimento ou paralisação da face, braço ou perna de um lado do corpo.
  • Alteração de visão: turvação ou perda da visão, especialmente de um olho; episódio de visão dupla; sensação de “sombra” sobre a linha da visão.
  • Dificuldade para falar ou entender o que os outros estão falando, mesmo que sejam as frases mais simples.
  • Tontura sem causa definida, desequilíbrio, falta de coordenação no andar ou queda súbita, geralmente acompanhada pelos sintomas acima descritos.
  • Dores de cabeça fortes e persistentes.
  • Dificuldade para engolir.

Em caso de suspeita de AVC,  é muito importante levar a pessoa o mais rápido possível a um hospital  especializado. O tratamento precoce  pode minimizar danos,  limitar complicações e  prevenir  o aparecimento de outros acidentes vasculares cerebrais.

Tratamento pós-AVC

O tratamento não cessa quando o paciente estiver totalmente recuperado do acidente vascular cerebral. Pelo contrário: a pessoa pode ter que ser acompanhada de perto por um fisioterapeuta para começar a reabilitação motora, por um fonoaudiólogo para orientar a fala e a deglutição, e também por uma terapeuta ocupacional, que irá ajudar a reinserir o paciente em sua rotina e atividades diárias.

Sequelas do AVC

Os problemas decorrentes de um acidente vascular cerebral costumam depender muito da gravidade e da intensidade do derrame. O tempo de demora para o atendimento e a qualidade dos cuidados médicos que o paciente recebeu também influenciam diretamente nas sequeles que ele pode vir a ter ou não.

As sequelas mais comuns são as motoras, como:

  • Dificuldade para andar;
  • Dificuldade para manter o equilíbrio;
  • Dificuldade para realizar atividades utilizando os membros superiores, como pegar objetos e realizar atividades mais meticulosas com as mãos;
  • Prejuízo definitivo na fala;
  • Capacidades cognitivas do indivíduo comprometidas, como raciocínio, memória e atenção.

Qual o papel da família?

Um derrame que deixa graves consequências modifica a rotina não só da pessoa que o sofreu, mas de todos ao seu redor. È importante que os parentes se informem o máximo possível sobre como podem fazer para ajudar.

Dar suporte emocional e físico é essencial. Eles devem ajudar o paciente a conseguir viver de forma autônoma. Reorganizar ou adaptar  a casa podem ser medidas importantes. É provável também que os familiares precisem estar envolvidos no tratamento, ajudando a organizar as medicações e acompanhando durante a rotina de locomoção para consultas e sessões de terapia.

 

 

Sarampo: devo me preocupar?

Por Dr. André Prudente – Infectologista

    Sarampo é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, provocada por um vírus da família Paramyxoviridae e gênero Morbillivirus, que acomete principalmente crianças.

     Felizmente, é imunoprevenível. E a História é a maior prova.

     Até 1980, quando a vacinação ainda não era difundida, causava mais de 2 milhões de óbitos ao ano em todo o mundo. Com a imunização em massa, o número de casos caiu drasticamente, permanecendo em zero por diversos anos nos países que adotaram a vacina como programa de saúde pública. Em 2014, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da doença pela Organização Pan-Americana de Saúde.

      Infelizmente, o ano de 2018 não tem sido dos mais felizes na recente história da doença no país, inclusive motivando uma campanha de (re)vacinação de grande parte da população.

 SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA ATUAL

      Desde fevereiro o Brasil assiste um número crescente de casos, totalizando mais de 6 mil notificações, sendo 1.100 confirmados até 06 de agosto.

     O Amazonas, com 788 confirmações e 5.058 em investigação, seguido de Roraima, com 281 casos e 111 em investigação são os dois estados com surtos estabelecidos.

      Outras unidades da federação também relataram casos, a saber: Rio de Janeiro (14), Rio Grande do Sul (13), Pará (2)s, São Paulo e Rondônia (1 em cada).

       Quatro óbitos em Roraima e 1 no Amazonas entristecem ainda mais a situação atual.

      Acredita-se que a doença tenha entrado no país via migração venezuelana. Corrobora com esta hipótese a epidemia que o país vizinho enfrenta, principalmente no estado de Bolivar (fronteira com Roraima e próximo ao Amazonas). Além disso, o genótipo D8 que circula na Venezuela desde 2017 é o mesmo encontrado esse ano nos casos brasileiros. Contudo, não devemos inocentar o Brasil como um todo, já que o atual surto só é possível pela diminuição da cobertura vacinal nos últimos anos.

       Estima-se que se 95% do público alvo (crianças até 5 anos) for vacinado, a comunidade estará livre do risco de epidemias de sarampo. Em 2017, 83% das crianças receberam a primeira dose da vacina (tríplice viral) e 70% a segunda (tetra viral).

    Sendo assim, todo cidadão brasileiro deveria se engajar na campanha de vacinar aqueles que estão contemplados na campanha de imunização que deverá se encerrar com o fim do mês de agosto, a fim de evitarmos que a situação, por ora preocupante, torne-se insustentável.

     Transmissão

       A transmissão é predominante aérea, quando um indivíduo infectado elimina secreções pela fala, tosse ou espirro. O período de transmissibilidade vai de 4 dias antes até 4 dias após o surgimento do exantema (manchas no corpo). Por isso, espalha-se facilmente entre os susceptíveis, já que, mesmo antes do quadro clínico estabelecer-se, o vírus está sendo transmitido.

      Sarampo pode acometer qualquer pessoa sem imunidade específica. Mas, não de maneira igual. As condições socioeconômicas, nutricionais e imunitárias influenciam drasticamente a evolução clínica e a taxa de letalidade.

     Predomina em crianças, mas as pessoas podem adoecer em qualquer idade.

Quadro clínico

     O período de incubação (tempo entre o contágio e o surgimento do primeiro sintoma) varia entre 7 e 14 dias. Tende a ser mais longo nos adultos.

       A evolução clínica clássica apresenta 3 períodos bem definidos:

  1. prodrômico ou catarral

  2. de estado ou exantemático

  3. de convalescença ou de descamação furfurácea

Período prodrômico ou catarral

      Dura 6 dias em média. É caracterizado por febre alta que pode atingir até 40ºC acompanhada de tosse com secreção, coriza, conjuntivite, inflamação da mucosa oral e faríngea (garganta), além de diarreia. Linfonodos cervicais (pescoço) e intra-abdominais podem estar presentes e costumam ser dolorosos, motivo pelo qual crianças menores tendem a chorar copiosamente. A diarreia pode ser intensa o bastante para desidratar e até ser ser causa de óbito, sobretudo em infantes desnutridos.

Nas últimas 24 horas deste período, surgem pequenas máculas brancas com halo avermelhado na mucosa oral, chamadas de “manchas de Koplik”. São patognomônicas, isto é, exclusivas do sarampo. Podem durar até 24 horas após o surgimento do exantema.

Manchas de Koplik

Período de estado ou exantemático

     É a fase mais marcante da doença. Há piora de todos os sintomas do período anterior, com prostração importante, febre alta, tosse abundante e surgimento do característico exantema (manchas no corpo).

     O exantema evolui de maneira bem peculiar, com distribuição cefalocaudal (da cabeça aos pés). Sendo assim, aparece na face e pescoço no primeiro dia. No segundo, acomete o tronco. Já as extremidades (mãos e pés), no terceiro dia. Podem durar até 7 dias e se apresentam como manchas avermelhadas e sobrelevadas.

     Pneumonia é uma complicação relativamente comum nessa fase.

Exantema mobiliforme (em forma de sarampo)

Período de convalescença ou descamação furfurácea

    Nesta fase, a febre já não mais existe, assim como a maioria dos outros sintomas. Sobretudo, a tosse pode persistir ainda por mais 10 dias.

    O exantema torna-se mais escurecido e começa uma descamação fina, lembrando farinha. Daí o nome “furfurácea”.

     Como muitas outras doenças virais, a indisposição pode permanecer por dias, assim como dificuldade de concentração e irritabilidade.

     Ainda que rara, encefalite pode surgir até 20 dias após o surgimento do exantema (leia sobre encefalite aqui).

Exames laboratoriais

     Sarampo costuma cursar com leucocitose (aumento do número de leucócitos) em suas fases iniciais, podendo induzir os mais desavisados ao diagnóstico de infecções bacterianas. Evolutivamente, a característica marca de doenças virais (leucopenia com linfocitose) tende a predominar. Plaquetopenia pode estar presente.

     O exame confirmatório mais importante é o isolamento viral. Deve ser feito nos primeiros dias, em secreções da oro e nasofaringe, além da urina.  Nas fases tardias, sorologias podem ser requeridas.

     Ressalta-se que o quadro clínico, por ser bem característico, é suficiente para suspeita clínica e início dos cuidados. A confirmação laboratorial é de suma importância para flagrar a circulação do vírus e sua linhagem.

Tratamento

     Não há tratamento específico para o sarampo. Hidratação, repouso e controle dos sintomas mais danosos são salutares. Atenção especial deve ser dada à nutrição dos enfermos. Suplementação de vitamina A pode ser benéfica em desnutridos.

     Antivirais não são eficazes, mas antibacterianos são necessários na presença de pneumonia.

     Encefalites devem ser manejadas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Prevenção

     A melhor forma de prevenção é com a vacinação.

     O bom estado nutricional e imunitário diminuem o risco da doença se agravar.

     Aglomerações humanas devem ser evitadas em situações de surto.

REFERÊNCIAS

1- Pan American Health Organization / World Health Organization. Epidemiological Update Measles. Disponível em https://www.paho.org/hq/index.phpoption=com_topics&view=article&id=255&Itemid=408&lang=en Acessado em agosto de 2018.

2- World Health Organization (WHO). Global Measles and Rubella Update – June 2018. Disponível em: http://www.who.int/immunization/monitoring_surveillance/burden/vpd/surveillance_type/active/Global_MR_Update_June_2018.pdf?ua=1 Acessado em agosto de 2018.

3-  Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Measles. Disponível em: https://www.cdc.gov/measles/hcp/index.html Acessado em agosto de 2018.

4- Brasil. Ministério da Saúde. Situação dos Casos de Sarampo nos Estados de Roraima e Amazonas– 2018. Disponível em: http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/julho/04/Informe–n13-Sarampo-CGDT-04-07-2018.pdf. Acessado em agosto de 2018.  

5- American Academy of Pediatrics. Measles. In: Kimberlin DW, Brady MT, Jackson MA, Long SS. eds. Red Book: 2018 Report of the Committee on Infectious Diseases. 31st ed. Itasca, Il. AAP; 2018. p 537-51.

CIRURGIA ROBÓTICA

Cirurgia Robótica – O  Hospital do Coração de Natal já está se preparando para a realização deste tipo de cirurgia.

Dos dias 26 a 28 de julho, foi realizado no auditório da Nutrivida,  em Natal,  o  2º CURSO INTERNACIONAL DE CIRURGIA DE ESÔFAGO E ROBÓTICA, que teve o apoio do hospital.

Durante o curso: Dr. Fernando Lisboa; Nédia Akyco, enfermeira-chefe do Centro Cirúrgico do HC; Dr. Nelson Solano, diretor-administrativo do HC; e Dr. Roberto Galvão, cirurgião

O curso, que contou com tradução simultânea,  foi coordenado pelo cirurgião Fernando Lisboa, que também foi um dos palestrantes – sua palestra teve como tema “As complicações da cirurgia da doença do refluxo e como evitá-las”.O evento, que  teve duração de três dias e contou com palestrantes brasileiros e internacionais, foi destinado à médicos e estudantes de medicina.

Também participaram como palestrantes o Dr. Ricaro Abdalla, do Instituto do Câncer de São Paulo, e o Dr. Sudish Murthy, da Cleveland  Clinic, de Ohio,/EUA, que abordou o tema A lobectomia assistida por robótica, esofagectomia minimamente invasiva e a alteração neuromuscular hipertônica do esfíncter do esôfago”.

O que é Cirurgia Robótica?

A cirurgia robótic​a pode ser co​nsiderada uma evolução da cirurgia minimamente invasiva laparoscópica. Ou seja, o cirurgião estabelece os acessos laparoscópicos e introduz a câmera e os instrumentos de trabalho no interior do corpo do paciente por meio de pequenas incisões feitas pelo robô.

Vantagens em relação à cirurgia convencional (aberta)

  • Menos invasiva/Cortes menores.
  • Reduz sangramentos, dores e risco de infecção.
  • Recuperação mais rápida do paciente.
  • Menor tempo de internação.

Vantagens em relação à cirurgia laparoscópica

  • Mais precisão nas cirurgias em locais de difícil acesso, como nas regiões de pelve, diafragma e saída do esôfago.
  • Melhor ergonomia — O cirurgião fica sentado em posição confortável, o que ajuda nas cirurgias longas.
  • Mais intuitivo — O robô reproduz movimentos similares aos do cirurgião. Na laparoscopia convencional, o mecanismo de movimentação dos instrumentos cirúrgicos é inverso. O cirurgião movimenta os dedos para a esquerda e a pinça se move para a direita.
  • Visão tridimensional para os cirurgiões.

Segurança

O robô não faz nada sozinho. Qualquer movimento realizado por ele foi feito pelo cirurgião no console. No entanto, diante de ações imprevistas pelo cirurgião, a tecnologia robótica aciona um comando de segurança que trava provisoriamente a máquina, evitando danos ao paciente. Se o médico tirar o rosto da tela de controle, o robô também para automaticamente.

Por serem mais complexa​s, as cirurgias robóticas seguem também um protocolo de checagem de todos os itens de segurança a cada uma hora de cirurgia, aproximadamente.

HEPATITES VIRAIS

hepatites virais

O  Dia Mundial de Luta contra as HEPATITES VIRAIS é comemorado em  28 de julho. O termo “hepatite” significa inflamação no fígado, e pode ter diversas causas: dengue, ingesta alcoólica, deposição de gordura no fígado, uso de medicamentos e drogas ilícitas, auto-imune (quando as defesas do corpo passam a atacar seus próprios órgãos), infecções bacterianas, fúngicas, por protozoários, febre amarela, citomegalovírus e  outras condições mais raras.

As hepatites mais conhecidas são as provocadas por vírus. Os principais são:

  • vírus da hepatite A
  • vírus da hepatite B
  • vírus da hepatite C
  • vírus da hepatite D
  • vírus da hepatite E

Hepatite A

A forma de transmissão é através de água ou alimentos contaminados. Costuma acometer crianças e adultos jovens, e muitas vezes não apresenta sintomas.

Quando a doença apresenta sintomas, as pessoas acometidas podem ter  febre, mal estar, dor de cabeça, perda de apetite, dor abdominal, náuseas e vômitos, urina escura, fezes claras e olhos amarelados.

Tratamento: não é necessária a administração de medicamentos, a Hepatite A  tende a evoluir para a cura sem complicações em quase todos os casos. Em casos muito raros, pode ocorrer hepatite fulminante, forma grave da doença.

É recomendado repouso e evitar uso de medicamentos que possam inflamar mais ainda o fígado. Há vacina para prevenir a doença.

Hepatite B

É transmitida através de relações sexuais e contato com sangue de pessoas portadoras do vírus, tais como: compartilhamento de seringas, alicates de unha, lâminas de barbear ou de depilação e qualquer outro objeto cortante.

Assim como hepatite A, a maioria dos casos são assintomáticos. Contudo, essa forma da doença pode cronificar (durar mais de 6 meses) e, se não tratada, levar ao surgimento de cirrose e câncer.

O tratamento medicamentoso deve ser feito nas formas crônicas que se enquadrem nas recomendações do Ministério da Saúde. Existe vacina para essa doença.

Hepatite C

É adquirida principalmente por contato sanguíneo, assim como a hepatite B e raramente por relações sexuais, exceto em pessoas com alguma doença sexualmente transmissível, sobretudo sífilis e Aids.

É a que tem a maior tendência a cronificar, e também pode levar à cirrose e câncer.

Felizmente, o tratamento dessa doença evoluiu muito nos últimos anos e a maioria das pessoas conseguem ficar curadas. Não há vacinas.

 Hepatite D

O vírus D só acomete pessoas que já tenham hepatite B e no Brasil se restringe à região amazônica.

 Hepatite E

O vírus E se transmite da mesma maneira que o vírus A, sendo bastante raro em nosso meio. O Rio Grande do Norte ainda não tem nenhum caso registrado.

Em todas as formas de hepatite é de suma importância procurar atendimento médico para acompanhamento. Como já foi dito, é muito comum que pessoas portadoras de hepatites não apresentem nenhum sintoma, por isso, a consulta a um médico especializado e a realização de exames são essenciais para o diagnóstico precoce, capaz de evitar complicações.

PREVENÇÃO

Como a hepatite A é transmitida por alimentos e pelo contato pessoal, a higiene é o principal meio de prevenção: lavar bem as mãos após ir ao banheiro e antes de comer, lavar bem alimentos que serão consumidos crus e cozinhar bem os demais, principalmente frutos do mar e carne de porco.

Já as demais hepatites virais são transmitidas pelo sangue ou pelo contato sexual, por isso, é importante não compartilhar objetos de uso pessoal, como giletes, escovas de dentes, utensílios de manicure, além de utilizar preservativos durante as relações sexuais, e ter certeza de que materiais utilizados para fazer tatuagens e para a colocação de piercings são descartáveis.

Vacinas

Também fazem parte das ações para prevenção das hepatite A e B. Nas crianças, primeira dose da vacina de hepatite B é dada ao nascer, sendo repetida aos 2 e aos 6 meses.

Já a vacina para hepatite A é aplicada quando a criança completa 1 ano, e o reforço ocorre com 18 meses.

No caso de adultos, é preciso tomar as 3 doses de hepatite B e as duas de hepatite A para que a vacinação possa ser considerada completa.

 

Dr. André Prudente – infectologista

 

 

 

O que é encefalite?

Dr. André Prudente – Infectologista

O sistema nervoso central é dividido em encéfalo e medula espinhal, protegidos pelo crânio e coluna vertebral, respectivamente. Por sua vez, o encéfalo é formado pela associação do cérebro, cerebelo e tronco cerebral. Encefalite é o termo que designa inflamação do encéfalo, podendo ser acompanhada de concomitante acometimento de meninges (meningoencefalite) ou de medula (encefalomielite).

É uma condição clínica complexa, com potencial de gravidade e considerável letalidade. Seu manejo acaba sendo um desafio, já que o diagnóstico diferencial é amplo, muitas de suas causas não possuem tratamentos específicos, pode ter progressão rápida e, frequentemente, há necessidade de cuidados em unidades de terapia intensiva.

Acomete pessoas de qualquer faixa etária, mas tem predileção pelos extremos de idade (crianças e idosos). Nos Estados Unidos da América, estima-se que ocorra anualmente 1 caso de encefalite a cada 100 mil habitantes.

Ainda que os vírus sejam os maiores responsáveis, diversas são suas causas. Vejamos as principais:

1- Não-infecciosas:

autoimunes – encefalomielite aguda disseminada, anti-NMDAR, anti-VGKC.

neoplásicas ou paraneoplásicas (tumores malignos) – encefalite límbica.

vacinas – raramente.

2- Infecciosas

virais – herpes vírus, enterovírus, caxumba, sarampo, influenza, adenovírus, vírus da coriomeningite linfocítica, Sabiá, Lassa, dengue, chikungunya, Zika, Ebola, Coxsackie, HIV e outros;

bacterianas – Treponema pallidum (sífilis), Listeria monocytogenes, Mycobacterium tuberculosis, Mycoplasma pneumoniae

fungos – Candida sp, Criptococcus neoformans, Aspergillus sp.

protozoários – toxoplasmose

Apesar de todas essas causas, a encefalite não é uma apresentação habitual da maioria dos agentes etiológicos. Costuma ser uma complicação rara de doenças comuns, exceto nos vírus que primariamente acometem o encéfalo, como por exemplo, os vírus da raiva e da encefalite japonesa. Para os outros vírus, encefalite é complicação felizmente rara. Ademais, as principais causas não são de transmissão interpessoal.

Sendo assim, surtos de encefalite dificilmente ocorrerão por agentes cuja manifestação clínica primária não seja no sistema nervoso central. Epidemias de dengue ocorrem e são frequentes no Brasil. Quantos mais casos dessa virose surgirem, maior a chance de casos raros serem diagnosticados, inclusive encefalite. Todavia, é pouco provável uma epidemia de encefalite por esta arbovirose.

Não há marcadores clínicos ou laboratoriais que indiquem predisposição para desenvolver encefalite.

QUADRO CLÍNICO

Os sinais e sintomas vão depender da causa. Nas virais, os pacientes podem apresentar febre, mal estar, dor de cabeça intensa, convulsões e sinais focais (como boca torta, diminuição da força em um lado do corpo, dificuldade de falar). Pode também apresentar os sintomas da doença de base, como dengue, gripe, herpes, etc. Adultos e, principalmente, idosos com varicela podem desenvolver encefalite após as lesões cutâneas típicas da catapora.

A característica clínica mais importante é o rebaixamento do nível de consciência. Pode começar com confusão mental e evoluir para sonolência excessiva e estado comatoso. A evolução tende a ser rápida. Em alguns casos, a doença leva ao coma em poucas horas.

Quando as meninges também estão inflamadas, rigidez de nuca e outros sinais pesquisados pelo médico podem estar presentes (sinais de Brudzinski, Kernig e Lasègue).

Os sintomas são todos inespecíficos e devem ser analisados em conjunto e criteriosamente pelo médico para haver suspeita clínica. Alguns achados podem sugerir uma ou outra causa. Veja a tabela abaixo:

DIAGNÓSTICO

História clínica e exame físico bem feitos são as principais ferramentas para o médico diagnosticar encefalite. Exames de imagem, principalmente a ressonância magnética do crânio, podem ser úteis.

O mais importante exame complementar para confirmação diagnóstica é a coleta do líquido cefalorraquidiano (LCR). Para isso, há a necessidade de punção lombar por médico habilitado. Nesse fluido, pode-se dosar a quantidade e o tipo de células, além da glicose, proteínas e outros marcadores. O isolamento viral é capaz de demonstrar se um vírus foi a causa da doença. Infelizmente, poucos são os laboratórios no país habilitados para isolar vírus no LCR. Sendo assim, os resultados são demorados e tem mais importância epidemiológica do que para decisão terapêutica.

Exames de sangue são de pouca valia para o diagnóstico.

A despeito de todo aparato tecnológico, em até dois terços dos casos a causa permanece desconhecida.

Punção lombar para coleta de líquido cefalorraquidiano

TRATAMENTO

O tratamento é de suporte na maioria dos casos. Ou seja, manter pressão arterial estável, boa oxigenação dos tecidos, manutenção de níveis adequados dos eletrólitos (sódio e potássio, por exemplo), anticonvulsivantes quando necessário. Frequentemente, cuidados em unidade de terapia intensiva são requeridos.

Em casos específicos, como na encefalite por herpes vírus, antivirais são de grande importância para o tratamento. Em encefalites autoimunes, imunoglobulina e/ou imunossupressores podem ser essenciais.

PREVENÇÃO

Por ser uma doença com inúmeras causas, não há uma maneira específica de prevenção. Para os agentes imunopreveníveis, como caxumba e sarampo, as vacinas são suficientes. Para doenças autoimunes, não se conhece formas de se evitar.

Para dengue, Zika, chikungunya e outras arboviroses, a eliminação dos criadouros de mosquitos é a principal medida, O uso de repelentes é útil, mas confirma a falência da sociedade em controlar o vetor (mosquito). Ninguém sabe ao certo qual será a consequência de se aplicar essas substâncias na pele diariamente e por tempo prolongado. Se todos aqueles que ouvissem ou lessem mensagens sensacionalistas em redes sociais também procurassem e eliminassem possíveis focos de mosquito (água parada), nossos infantes estariam bem mais protegidos…

REFERÊNCIAS

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