Câncer de Próstata – dignóstico, sintomas e tratamento

O câncer de próstata é o tipo mais comum de câncer masculino depois do câncer de pele não melanoma, e a segunda maior causa de morte por câncer nos homens brasileiros. Segundo dados do  Instituto  Nacional  do  Câncer        ( Inca), foram estimados 61 mil e 200 novos casos da doenças no último ano no país. Apesar dos avanços terapêuticos, cerca de 25% dos pacientes com câncer de próstata ainda morrem devido à doença.

câncer de próstataO movimento Novembro Azul  é uma campanha de conscientização, realizada por diversas entidades no Brasil e no mundo, dirigida à sociedade para conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.

Atualmente, cerca de 20% dos casos de câncer de próstata ainda são diagnosticados em estágios avançados, embora um declínio importante tenha ocorrido nas últimas décadas em decorrência, principalmente, de políticas de rastreamento da doença e da maior conscientização da população masculina.

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens a partir de 50 anos devem procurar um profissional especializado, para avaliação individualizada. Homens de raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar esta avaliação médica mais cedo:  aos 45 anos. O rastreamento do câncer de próstata deve  ser realizado após ampla discussão de riscos e potenciais benefícios – a identificação de pacientes com risco de desenvolver a doença de forma mais agressiva, através de parâmetros clínicos ou laboratoriais, pode ajudar a individualizar a indicação e frequência do rastreamento. Entre diversos fatores, a idade, a raça e a história familiar apresentam-se como os mais importantes.

Sintomas

A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada e produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozóides, liberado durante o ato sexual.

A maioria dos cânceres de próstata cresce lentamente e não causa sintomas. Tumores em estágio mais avançado podem ocasionar dificuldade para urinar, sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga e hematúria (presença de sangue na urina).

Tratamento

O tratamento depende do tamanho e da classificação do tumor, assim como da idade do paciente e pode incluir prostatectomia radical (remoção cirúrgica da próstata), radioterapia, hormonoterapia e uso de medicamentos.

Fontes: Sociedade Brasileira de Urologia http://portaldaurologia.org.br/

            Instituto Nacional do Câncer (INCA) http://www2.inca.gov.br/

AVC: Dia Mundial de Combate

O AVC ( Acidente Vascular Cerebral)   é a primeira causa de morte e incapacidade na população adulta brasileira.  O Dia Mundial de Combate ao AVC  é comemorado em 29 de outubro, e tem a finalidade de conscientizar as pessoas sobre as formas de prevenção e tratamento dessa doença cerebral.

AVC(Acidente Vascular Cerebral)

Existem dois tipos de Acidente Vascular Cerebral:  o Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) e o Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH).

 

Causas

O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), o mais comum, é causado pela falta de sangue em determinada área do cérebro, decorrente da obstrução de uma artéria.

O Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH) é causado por sangramento devido ao rompimento de um vaso sanguíneo.

Nos  dois tipos de AVC  ocorre a perda das funções dos neurônios, uma vez que o sangue, contendo nutrientes e oxigênio, não chega a determinadas áreas do cérebro,  causando os sinais e sintomas que dependerão da região do cérebro envolvida. O AVC atinge pessoas de todas as idades, sendo raro na infância.

Procurar o pronto-socorro assim que forem identificados os primeiros sintomas pode ser decisivo para o quadro. No hospital, pode-se identificar o tipo de AVC, se isquêmico ou hemorrágico, e adotar medidas de tratamento imediato.O tempo é fundamental para preservar a vida e reduzir as sequelas. Estudos apontam que, quanto mais rápido a pessoa recebe o tratamento adequado, maiores são as chances dela se recuperar.

Sintomas do AVC

  • Paralisia súbita de braços e/ou pernas, geralmente unilateral;
  • Súbita alteração de sensibilidade e/ou perda de força;
  • Desvio da rima labial (boca torta);
  • Alteração da fala;
  • Dor de cabeça persistente;
  • Alterações de equilíbrio;
  • Alterações visuais;
  • Alterações de consciência.

Como prevenir o AVC?

  • Reduzir o consumo de sal, gorduras e álcool;
  • Adotar hábitos alimentares saudáveis, como: ingestão de mais frutas, legumes e verduras;
  • Realizar atividades físicas regularmente;
  • Controlar o peso corporal;
  • Controlar a hipertensão arterial, doenças do coração e diabetes;
  • Não fumar.

O que fazer diante da suspeita de AVC?

A identificação rápida dos sintomas é muito importante para o diagnóstico e o tratamento adequado, além de redução de incapacidades. Dirija-se imediatamente a um serviço hospitalar especializado. Não perca tempo! Cada minuto é importante, pois quanto mais tempo entre o surgimento dos sintomas e o início do tratamento adequado maior a lesão no cérebro.

Fonte:  Portal da Saúde http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/acidente-vascular-cerebral-avc

No vídeo abaixo, os neurocirurgiões André Lima, Eduardo Ernesto, João Neto e NIlson Pinheiro explicam mais sobre  as causas,  sintomas e tratamentos do AVC.

 

 

Câncer de Mama: Mitos e Verdades

Câncer de Mama: nem tudo que se diz  nas redes sociais sobre as causas da doença é verdade. Veja aqui o que é mito e o que é verdade sobre o que pode provocar o câncer de mama.

Câncer de Mama

MITO (NÃO causam câncer de mama)

Anticoncepcionais – MITO – Apesar de estudos relatarem aumentos ínfimos de risco para câncer de mama com o uso de anticoncepcionais orais com alta dosagem hormonal, estudos recentes com novas gerações desses medicamentos não comprovaram a associação entre o seu uso e o câncer de mama.
Gravidez – MITO – A amamentação representa fator de proteção para o desenvolvimento da doença, especialmente quando ocorre entre os 20 e 30 anos.

Uso de desodorantes e de sutiã – MITO – O câncer tem sua origem em uma mutação do DNA celular herdada ou adquirida por fatores ambientais. Nenhum tipo de desodorante tem potencial de causar modificação no DNA, muito menos o uso constante de sutiã.

Próteses de Silicone – MITO – As próteses não causam câncer de mama, podendo ser utilizadas com segurança tanto em pacientes que desejam cirurgia estética quanto naquelas com história ou presença de patologia mamária precoce.

VERDADE

Reposição hormonal – VERDADE – Vários estudos demonstraram um pequeno risco aumentado para câncer de mama associado com terapia hormonal após a menopausa, principalmente após o quinto ano de uso. Outro efeito indesejado da terapia hormonal é o aumento da densidade mamária, que pode exigir exames complementares à mamografia (ultrassom ou ressonância magnética). É preciso discutir com seu médico os riscos e benefícios do seu uso para os sintomas da menopausa, devendo sempre levar em consideração outros potenciais fatores de risco associados ao câncer de mama, como a história familiar.

Tabagismo – VERDADE – Pesquisas recentes levantam a possibilidade de que o fumo (tabagismo passivo e ativo) pode estar associado com um aumento do risco para câncer de mama, especialmente entre as mulheres na pré-menopausa. Este risco está associado com início precoce do tabagismo, maior duração e/ou maior quantidade de cigarros consumidos.

Álcool – VERDADE – O consumo de álcool, mesmo em quantidades moderadas, está claramente associado ao aumento do risco para desenvolver câncer de mama de maneira proporcional à quantidade ingerida. Esse aumento do risco foi observado quando consumidos em quantidade superior a 10 gramas diários, o que corresponde a cerca de 1 cálice de vinho tinto cheio, 1 lata de cerveja ou uma dose de uísque. O mecanismo pelo qual o álcool aumenta esse risco é incerto, o mais provável é que decorra de aumento dos níveis de estrogênio e androgênios circulantes. Deve-se ressaltar que o aumento no risco ocorre em mulheres que ingerem álcool diariamente.

Genética – VERDADE – Hereditariedade é fator de risco para casos de câncer de mama, mas não o principal fator de risco. Estudos comprovam que apenas 5% a 10% dos casos têm em sua base uma composição genética familiar. Testes genéticos podem ser realizados em mulheres com alto risco de mutações associadas ao câncer de mama para ajudar a decidir o melhor tratamento. Esses testes não estão disponíveis no sistema público de saúde.

Fonte:  Sociedade Brasileira de Mastologia    http://www.sbmastologia.com.br/

Dia Nacional de Vacinação

O Dia Nacional da Vacinação, comemorado em 17 de outubro,  foi criado para ressaltar a importância das vacinas no controle de doenças e na prevenção de epidemias. No século passado, as vacinas ajudaram a erradicar a varíola e a reduzir significativamente doenças infantis transmissíveis, como a difteria e o sarampo.

Vacinação

A cada ano, estima-se que a imunização por meio de oito antígenos padrão previna 2,5 milhões de mortes. De acordo com a Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (GAVI), a introdução de novas vacinas contra a doença pneumocócica e o rotavírus tende a aumentar esse número significativamente.

No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) oferece gratuitamente algumas vacinas como: BCG, hepatite B, quádrupla (DTP e HIb), anti-pólio oral e tríplice viral. Mas as sociedades de especialidades, como a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI); a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP);  e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)  recomendam um calendário mais completo de vacinação que incluem outras vacinas, como a contra hepatite A.

Como as vacinas atuam?

As vacinas atuam como agentes preventivos e não curam doenças – a vacinação deve ser aplicada antes da contaminação. Após a contaminação, o agente imunizador que deve ser usado é o soro, que é formado por anticorpos previamente produzidos em um outro ser vivo.

As vacinas são agentes imunizadores produzidos a partir de organismos causadores de doenças, tais como vírus e bactérias, que se encontram enfraquecidos ou mortos. Esses produtos são ingeridos ou injetados no corpo para que o nosso organismo produza anticorpos contra os agentes que compõem a vacina. Ao produzir anticorpos, nosso corpo também produz células de memória que guardam a informação sobre o organismo patogênico. Se formos infectados novamente por esse agente, nosso corpo produz células de defesa rapidamente, nos impedindo de ficar doentes.

Um fator  a se destacar é que a vacinação não protege apenas a quem é vacinado – quem é imunizado por ela deixa de transmitir a doença para outras pessoas. Outro ponto é que existem grupos de adultos com necessidades especiais em termos de imunização. Pessoas com asma, por exemplo, devem se vacinar contra a pneumonia. Da mesma forma, diabéticos, imunodeficientes, pessoas em tratamento contra o câncer, que removeram ou baço ou com outras disfunções são candidatas a imunizantes específicos.

Fontes: 

Ministério da Saúde   http://portalsaude.saude.gov.br/

Sociedade Brasileira de Infectologia  https://www.infectologia.org.br/

Para saber mais sobre vacinas, assista ao vídeo com o infectologista André Prudente:

Fontes: 

Ministério da Saúde   http://portalsaude.saude.gov.br/

Sociedade Brasileira de Infectologia  https://www.infectologia.org.br/

Câncer de mama: prevenção e fatores de risco

câncer de mamaO câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma. É responsável  por cerca de 28% dos casos novos de câncer a cada ano no Brasil, e tem sua origem em uma mutação do DNA celular herdada ou adquirida por fatores ambientais.

 

Fazer o autoexame das mamas todos os meses e consultar um mastologista anualmente a partir dos 40 anos é muito importante:  o diagnóstico precoce ainda é a melhor forma de evitar os efeitos devastadores da doença. Identificar o tumor precocemente significa aumentar as chances de cura, fazer tratamentos menos agressivos e cirurgias menos mutilantes.

Saber quais são os fatores de risco para o câncer de mama e como manter hábitos de vida saudáveis pode ajudar a minimizar os riscos de contrair câncer de mama: estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de se desenvolver a doença.

Fatores de Risco que podem ser evitados:

  • Obesidade na pós-menopausa
  • Exposição à radiação em altas doses
  • Exposição a pesticidas
  • Terapias de reposição hormonal
  • Sedentarismo
  • Alcoolismo
  • Tabagismo

Fatores de Risco que não podem ser modificados:

  • Avanço da idade
  • Início da menstruação antes dos 12 anos
  • Menopausa tardia
  • Gravidez após 35 anos
  • História familiar para câncer de ovário ou de mama
  • Alta densidade mamária
  • Mutações genéticas (BRCA1, BRCA2, PALB B2 e outros genes importantes )

Como prevenir

Considerando os fatores de risco que podem ser modificados, é possível para as mulheres prevenirem e/ou diminuírem o risco de câncer de mama com os seguintes hábitos de vida:

  • Manter o peso saudável
  • Ter uma dieta balanceada
  • Praticar atividade física
  • Não fumar
  • Não ingerir bebidas alcoólicas em excesso
  • Fazer reposição hormonal apenas quando necessário, sob orientação médica
  • Fazer uma consulta ao mastologista uma vez por ano
  • Realizar a mamografia anualmente a partir dos 40 anos

 

No caso de haver história familiar para câncer de mama ou ovário, deve ser feita uma investigação para identificar a possível presença de uma predisposição genética hereditária e, com base nesta avaliação, tomar decisões sobre intervenções redutoras de risco.

Fonte:  Sociedade Brasileira de Mastologia http://www.sbmastologia.com.br/

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