Hipertensão Arterial: dia nacional de combate e prevenção

26 de abril é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Quando não identificada precocemente, a hipertensão pode comprometer o organismo e até levar a morte. Estima-se que existam mais de 30 milhões de hipertensos no Brasil, sendo que, segundo o Ministério da Saúde, apenas 10% desta população faz o controle adequado da doença.

A hipertensão  é responsável por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vascular cerebral (AVC) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. No mundo, de acordo com a OMS, cerca de 7 milhões de pessoas morrem a cada ano e 1,5 bilhão, adoecem por causa da pressão alta. As graves consequências da doença podem ser evitadas, desde que os hipertensos conheçam sua condição e mantenham-se em tratamento. Previna-se:

Cinco maneiras de evitar a hipertensão

  1. Reduza o consumo de sal nos alimentos, assim como preparações gordurosas;
  2. Pratique regularmente exercícios físicos, pelo menos 20 minutos de caminhada diária;
  3. Evite o consumo excessivo de álcool e, preferencialmente, não fume;
  4. Faça visitas regulares ao cardiologista, principalmente se há histórico de hipertensão na família;
  5. Minimize as situações de estresse, pois hábitos relaxantes melhoram a qualidade de vida.

Quando não identificada precocemente, a hipertensão pode comprometer o organismo e até levar a morte. Estima-se que existam mais de 30 milhões de hipertensos no Brasil, sendo que, segundo o Ministério da Saúde, apenas 10% desta população faz o controle adequado da doença.

Veja mais informações sobre a doença e como combatê-la no site da Sociedade Brasileira de Hipertensão:

http://www.sbh.org.br/

Começa vacinação contra gripe

A vacinação contra a gripe  vai até 26 de maio.  A meta da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza é vacinar 54,2 milhões de pessoas em todo o país. Este ano, a novidade da campanha é a inclusão dos professores da rede pública e privada no público alvo, com direito a receber a imunização gratuitamente no SUS. A vacina está sendo aplicada  nos postos da rede pública de saúde.

A contraindicação é para quem tem alergia severa a ovo.

Quem tem direito a vacina pelo SUS

  • Crianças de 6 meses a 5 anos
  • Gestantes
  • Puérperas (mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto)
  • Idosos
  • Profissionais da saúde
  • Povos indígenas
  • Pessoas privadas de liberdade
  • Portadores de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade
  • Professores de escolas públicas ou privadas

Três subtipos

A vacina disponível no SUS protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no país: A/H1N1; A/H3N2 e influenza B.

Segundo o ministério da Saúde, 60 milhões de doses de vacinas foram adquiridas, das quais 21,1 milhões de doses já foram distribuídas aos estados.

Os grupos prioritários devem se vacinar todos os anos, já que a imunidade contra os vírus cai progressivamente. Além disso, o vírus da gripe passa por mutações frequentes.

Óleo de coco – sociedades médicas não recomendam o uso

De uns tempos pra cá, o óleo de coco conquistou fama principalmente por, em tese, ajudar na perda de peso. O óleo também é apontado como bom para a pele e até como auxiliar na prevenção do Alzheimer e doenças do coração.  Nenhum desses supostos benefícios, no entanto, foi  comprovado  e as sociedades médicas brasileiras têm tentado desmistificar o falso milagre das funções terapêuticas do óleo.

Ano passado, posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) foi contrário ao uso do óleo de coco para o emagrecimento. Na nota divulgada, os médicos consideram que  não há qualquer evidência nem mecanismo fisiológico de que o óleo de coco leve à perda de peso e que seu uso em excesso pode fazer mal à saúde dos  pacientes devido à sua elevada concentração de ácidos graxos saturados, como ácido láurico e mirístico.

A SBEM e a ABESO também não recomendam o uso regular de óleo de coco como óleo de cozinha, devido ao seu alto teor de gorduras saturadas e pró-inflamatórias. As sociedades recomendam o uso culinário de óleos vegetais com maior teor de gorduras insaturadas (como soja, oliva, canola e linhaça),  com moderação,  para redução de riscos cardiovasculares.

Este ano, foi a vez da Abran – Associação Brasileira de Nutrologia (Nutrologia é a especialidade médica que estuda, pesquisa e avalia os benefícios e malefícios causados pela ingestão dos nutrientes) se posicionar contra a prescrição do óleo para prevenção ou no tratamento da obesidade. A Abran também considera que  o óleo de coco não deve ser prescrito na prevenção ou no tratamento de doenças neuro-degenerativas e nem como nutriente antimicrobiano, afirmando que não há qualquer evidência científica que comprove esses benefícios atribuídos ao óleo.

 

Fontes: “Vegetable oils in food technology composition properties and uses”; Trending Cardiovascular Nutrition Controversies, publicado no “Journal of the American College of Cardiology”;  Associação brasileira de Nutrologia – http://abran.org.br/ ;  e Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – https://www.endocrino.org.br/

Febre Amarela: Brasil adota dose única da vacina

O Ministério da Saúde passou a adotar dose única da vacina contra a febre amarela para as áreas com recomendação de vacinação em todo o país. A medida é válida a partir deste mês de abril e está de acordo com orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

DOSES DA VACINA – A vacinação de rotina para febre amarela é ofertada em 19 estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) com recomendação para imunização.  Além das áreas com recomendação, neste momento, também estão sendo vacinadas, de forma escalonada, as populações do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Todas as pessoas que vivem nesses locais devem tomar uma dose da vacina ao longo da vida.

A vacina de febre amarela é segura e eficaz, além de ofertar imunidade de 95% a 99%. Porém é contraindicada para os seguintes grupos:

  • Pacientes com imunodeficiência primária ou adquirida;
  • Indivíduos com imunossupressão secundária à doença ou terapias;
  • Imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas);
  • Pacientes em uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe);
  • Transplantados e pacientes com doença oncológica em quimioterapia;
  • Indivíduos que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina;
  • Indivíduos com reação alérgica grave ao ovo;
  • Pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma).

Fonte:  Ministério da Saúde http://portalsaude.saude.gov.br/