13 DE SETEMBRO – DIA MUNDIAL DA SEPSE

A sepse (antigamente conhecida como infecção generalizada ou septicemia) é uma resposta inadequada do próprio organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão. Essa resposta inadequada -tentativa do organismo de combater o agente causador da infecção- pode comprometer o funcionamento de vários orgãos do paciente, quadro conhecido como disfunção ou falência de múltiplos órgãos, com risco de morte quando não descoberta e tratada rapidamente. A infecção pode ser bacteriana, fúngica, viral, parasitária ou por protozoários – qualquer tipo de infecção, leve ou grave, pode evoluir para sepse. As mais comuns são pneumonia, infecções abdominais e infecções urinárias. Por isso, quanto menor o tempo com a infecção, menor a chance de surgimento da sepse.

Ao contrário do que muitos acham, a sepse não é um problema só para pacientes já internados em hospitais. Grande parte dos casos são pacientes atendidos nos serviços de urgência e emergência.  O objetivo central da campanha é aumentar a percepção da sepse tanto entre profissionais de saúde como entre o público leigo.

GRUPOS DE RISCO

Qualquer pessoa pode ter sepse, mas algumas pessoas têm mais risco do que  outras:

 

  • Prematuros e crianças abaixo de um ano;
  • idosos acima de 65 anos;
  • pacientes com câncer, AIDS ou que fizeram uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo;
  • pacientes com doenças crônicas como insuficiência cardíaca, insuficiência renal, diabetes;
  • usuários de álcool e drogas;
  • pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres ou sondas.

 

DIAGNÓSTICO

Embora não existam sintomas específicos, todas as pessoas que estão passando por uma infecção e apresentem febre, aceleração dos batimentos do coração (taquicardia), respiração mais rápida (taquipneia), fraqueza intensa e tonteiras e pelo menos um dos sinais de gravidade, como pressão baixa, diminuição da quantidade de urina, falta de ar, sonolência excessiva ou confusão (principalmente os idosos) devem procurar imediatamente um serviço de emergência ou o seu médico.

O diagnóstico da sepse é feito com base na identificação do foco infeccioso e na presença de sinais de mau funcionamento de órgãos. Não existem exames específicos, mas sim aqueles voltados para a identificação da presença de infecção e da identificação do local do foco, como hemograma, coleta de culturas, exames de urina e radiografia de tórax, por exemplo, assim como exames que podem identificar a presença de mau funcionamento dos órgãos.

 

TRATAMENTO

As primeiras horas de tratamento são as mais importantes. Os pacientes devem receber antibioticoterapia adequada o mais rápido possível. Culturas de sangue, bem como outras culturas de locais sob suspeita de infecção, devem ser colhidas em uma tentativa de detectar o agente causador da doença. A sepse é uma emergência médica e seu tratamento deve ser priorizado.

 

COMO EVITAR

O risco de sepse pode ser diminuído, principalmente em crianças, respeitando-se o calendário de vacinação. Uma higiene adequada das mãos e cuidados com o equipamento médico podem ajudar a prevenir infecções hospitalares que levam à sepse. Mas atenção: sepse não acontece só por causa de infecções hospitalares. Assim, bons hábitos de saúde podem ajudar. Outra dica importante é evitar a automedicação e o uso desnecessário de antibióticos.

 

Fontes:

Associação de Medicina Intensiva Brasileira

Instituto Latino Americano de Sepse

Sepse: um problema de saúde pública

 

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