Metade da população brasileira está acima do peso

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Metade da população brasileira está acima do peso

Metade da população brasileira está acima do  peso  – é o que comprova pesquisa do Ministério da Saúde. Nos últimos dez anos, a obesidade avançou em todas as faixas etárias e quase dobrou entre os jovens de 18 a 24 anos.

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Os dados fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel),  realizada pelo Ministério da Saúde em todas as capitais do país de fevereiro a dezembro de 2016, quando foram entrevistadas 53 mil e 210 pessoas maiores de 18 anos em todas as capitais brasileiras.

OBESIDADE CRESCEU 60% EM DEZ ANOS

Segundo a pesquisa, o crescimento da obesidade é um dos fatores que pode ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não transmissíveis que pioram a condição de vida do brasileiro e podem até matar. O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016; o de hipertensão,  de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016.

A obesidade aumenta com o avanço da idade, mas, mesmo entre os mais jovens, de 25 a 44 anos, atinge indicador alto: 17%. O  excesso de peso também cresceu entre a população: passou de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016  e já é presente em mais da metade dos adultos.

IMC  (ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA)

O cálculo do excesso de peso e obesidade é feito através do IMC (Índice de Massa Corpórea), feito pela divisão do peso pela altura ao quadrado.

imc - como calcular

 Valores de referência para cálculo do IMC

  • Menor que 18,5 = Abaixo do peso
  • Entre 18,5 e 24,9 = Peso normal
  • Entre 25 e 29,9 = Sobrepeso (acima do peso desejado)
  • Igual ou acima de 30 = Obesidade.

 

MUDANÇAS DE HÁBITOS ALIMENTARES

Um dos fatores para o aumento da obesidade é a a mudança nos hábitos alimentares da população. Os dados apontam uma diminuição da ingestão de ingredientes considerados básicos e tradicionais na mesa do brasileiro:  o consumo regular de feijão diminuiu 67,5% em 2012 para 61,3% em 2016; e apenas 1 entre 3 adultos consomem frutas e hortaliças em cinco dias da semana.

SEDENTARISMO

Outra causa importante de obesidade é o sedentarismo. Caracterizado pela falta ou a diminuição da atividade física, o sedentarismo atinge órgãos vitais e impacta diretamente na saúde dos músculos e ossos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada três adultos não pratica nenhuma atividade física. O corpo humano foi programado para funcionar melhor quando recebe estímulos:  as funções vitais acontecem de forma mais regular e com menor desgaste quando o indivíduo é ativo –  um corpo sedentário funciona mal e sobrecarrega todos os órgãos.  Por isso, quando feita de maneira regular, a atividade física previne e ajuda a melhorar  muitos problemas de saúde, como diabetes, hipertensão, obesidade e aumento das taxas do colesterol.

COMO MUDAR ESTE QUADRO

A  adoção de um estilo de vida equilibrado, com menor ingestão de calorias e aumento das atividades físicas proporciona a redução de peso, reversão da obesidade e facilita a manutenção de uma vida saudável:

  • Combine uma alimentação equilibrada à prática regular de exercícios
  • Faça uma avaliação médica antes de iniciar qualquer atividade física
  • Caminhadas diárias de 30 minutos são uma boa opção para começar – a hidratação e a escolha da roupa adequada também ajudam nesse processo
  • Evite alimentos ultraprocessados – dê preferência a uma alimentação natural e com o mínimo de aditivos químicos possíveis
  • Diminua a ingestão de frituras, gorduras animais, sal,  açúcar e alimentos refinados

 

Fontes:  Ministério da Saúde  http://portalsaude.saude.gov.br

                Sociedade Brasileira de Cardiologia   http://www.cardiol.br/

 


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Dia de Nacional de Combate à Hipertensão

Hoje, 26 de abril, é o Dia Nacional de Combate à Hipertensão. Cerca de 50% dos hipertensos não sabem que têm a doença, que atinge em média de 30% da população brasileira, chegando a mais de 50% na terceira idade e está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil.

A hipertensão é responsável por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vascular cerebral (AVC) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. As graves consequências da doença podem ser evitadas, desde que os hipertensos conheçam sua condição e mantenham-se em tratamento.

  • Meça sua pressão arterial regularmente
  • Tenha uma alimentação saudável:  escolha alimentos que possuam pouca gordura saturada, colesterol e gordura total, como carnes magras, aves e peixes
  • Prefera os alimentos integrais, como pão, cereais e massas integrais ou de trigo integral.
  • Reduza a adição de gorduras. Utilizar margarina light e óleos vegetais insaturados (como azeite, soja, milho, canola).
  • Evite a adição de sal aos alimentos e também molhos e caldos prontos, além de produtos industrializados.
  • Diminua ou evite  o consumo de doces e bebidas com açúcar.
  • Pratique atividade física pelo menos 5 dias por semana. Faça caminhadas, suba escadas ao invés de usar o elevador, ande de bicicleta, nade, dance.
  • Mantenha um peso saudável. Também é importante avaliar a medida da circunferência abdominal (cintura), que o homem não deve ultrapassar 102 cm e, na mulher, 88 cm.
  • Diminua o consumo de bebidas alcoólicas.
  • Não fume! Depois da hipertensão, o fumo é o principal fator de risco de doenças cardiovasculares

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