Dia Nacional de Vacinação

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Dia Nacional de Vacinação

O Dia Nacional da Vacinação, comemorado em 17 de outubro,  foi criado para ressaltar a importância das vacinas no controle de doenças e na prevenção de epidemias. No século passado, as vacinas ajudaram a erradicar a varíola e a reduzir significativamente doenças infantis transmissíveis, como a difteria e o sarampo.

Vacinação

A cada ano, estima-se que a imunização por meio de oito antígenos padrão previna 2,5 milhões de mortes. De acordo com a Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (GAVI), a introdução de novas vacinas contra a doença pneumocócica e o rotavírus tende a aumentar esse número significativamente.

No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) oferece gratuitamente algumas vacinas como: BCG, hepatite B, quádrupla (DTP e HIb), anti-pólio oral e tríplice viral. Mas as sociedades de especialidades, como a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI); a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP);  e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)  recomendam um calendário mais completo de vacinação que incluem outras vacinas, como a contra hepatite A.

Como as vacinas atuam?

As vacinas atuam como agentes preventivos e não curam doenças – a vacinação deve ser aplicada antes da contaminação. Após a contaminação, o agente imunizador que deve ser usado é o soro, que é formado por anticorpos previamente produzidos em um outro ser vivo.

As vacinas são agentes imunizadores produzidos a partir de organismos causadores de doenças, tais como vírus e bactérias, que se encontram enfraquecidos ou mortos. Esses produtos são ingeridos ou injetados no corpo para que o nosso organismo produza anticorpos contra os agentes que compõem a vacina. Ao produzir anticorpos, nosso corpo também produz células de memória que guardam a informação sobre o organismo patogênico. Se formos infectados novamente por esse agente, nosso corpo produz células de defesa rapidamente, nos impedindo de ficar doentes.

Um fator  a se destacar é que a vacinação não protege apenas a quem é vacinado – quem é imunizado por ela deixa de transmitir a doença para outras pessoas. Outro ponto é que existem grupos de adultos com necessidades especiais em termos de imunização. Pessoas com asma, por exemplo, devem se vacinar contra a pneumonia. Da mesma forma, diabéticos, imunodeficientes, pessoas em tratamento contra o câncer, que removeram ou baço ou com outras disfunções são candidatas a imunizantes específicos.

Fontes: 

Ministério da Saúde   http://portalsaude.saude.gov.br/

Sociedade Brasileira de Infectologia  https://www.infectologia.org.br/

Para saber mais sobre vacinas, assista ao vídeo com o infectologista André Prudente:

Fontes: 

Ministério da Saúde   http://portalsaude.saude.gov.br/

Sociedade Brasileira de Infectologia  https://www.infectologia.org.br/


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Febre Amarela: Brasil adota dose única da vacina

O Ministério da Saúde passou a adotar dose única da vacina contra a febre amarela para as áreas com recomendação de vacinação em todo o país. A medida é válida a partir deste mês de abril e está de acordo com orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

DOSES DA VACINA – A vacinação de rotina para febre amarela é ofertada em 19 estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) com recomendação para imunização.  Além das áreas com recomendação, neste momento, também estão sendo vacinadas, de forma escalonada, as populações do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Todas as pessoas que vivem nesses locais devem tomar uma dose da vacina ao longo da vida.

A vacina de febre amarela é segura e eficaz, além de ofertar imunidade de 95% a 99%. Porém é contraindicada para os seguintes grupos:

  • Pacientes com imunodeficiência primária ou adquirida;
  • Indivíduos com imunossupressão secundária à doença ou terapias;
  • Imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas);
  • Pacientes em uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe);
  • Transplantados e pacientes com doença oncológica em quimioterapia;
  • Indivíduos que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina;
  • Indivíduos com reação alérgica grave ao ovo;
  • Pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma).

Fonte:  Ministério da Saúde http://portalsaude.saude.gov.br/


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Febre Amarela: lista dos municípios onde a vacinação é recomendada

A vacinação contra a febre amarela  é recomendada para uma grande área do Brasil onde a transmissão é considerada possível, nas ações de rotina dos programas de imunizações (Calendário Nacional de Vacinação), e deve ser aplicada em residentes da Área Com Recomendação de Vacina (ACRV) e em viajantes que se deslocam para essa área, conforme o mapa:


Confira a lista completa dos municípios do Brasil onde a vacinação é recomendada:

Municipios-Conforme—reas-ACRV-ACRT-ASRV-Febre-Amarela-Jan-2017-

 

Fonte:  http://portalsaude.saude.gov.br


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Influenza: campanha de vacinação no RN começará dia 25

Prevista inicialmente para o período de 30 de abril a 20 de maio, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 2016 nos postos de saúde da rede pública terá seu início antecipado para o próximo dia 25, no RN, pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). A vacinação  vai incluir todos os grupos prioritários e o Dia D de mobilização continua mantido para o dia 30.

No RN, a população a ser vacinada é de 776.019 mil pessoas, de acordo com dados do Programa Estadual de Imunizações da Sesap.

Grupos prioritários:

– Pessoas com 60 anos ou mais;
– Crianças de 6 meses até menores de 5 anos;
– Gestantes;
– Puérperas (até 45 dias pós-parto);
– Trabalhadores da saúde (todos os níveis de complexidade);
– Povos indígenas;
– Portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições especiais;
– População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional;
– Adolescente e jovens sob medida socioeducativas (12 a 21 anos).


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H1N1: o que é, sintomas e como evitar

A gripe H1N1 é causada pelo vírus H1N1 da influenza do tipo A.

A gripe – tanto a H1N1 quanto a H3N2 ou a Influenza B – tem como sintomas febre alta e súbita, tosse, dor de garganta, dor no corpo, dor nas articulações e dor de cabeça.

No caso do H1N1, um sintoma que chama a atenção é a falta de ar e o cansaço excessivo. É importante distinguir a gripe do resfriado comum, que é muito mais leve, com sintomas menos graves como coriza, mal estar, dor de cabeça e febre baixa.

Este ano,  o  Brasil já teve 71 casos de morte por H1N1  até 26 de março, segundo o Boletim Epidemiológico de Influenza do Ministério da Saúde, divulgado nesta segunda-feira (4). No ano passado inteiro, foram 36 mortes por H1N1 no país. A chegada antecipada do vírus e a severidade dos casos têm chamado a atenção dos médicos, que discutem várias hipóteses que podem explicar a antecipação da chegada do vírus, que vão desde fatores climáticos até o aumento de viagens internacionais que podem ter trazido o H1N1 que circulava no hemisfério norte.

O H1N1 é responsável, até o momento, pela grande maioria de casos graves e mortes por gripe Influenza no país. Foram registrados apenas 5 casos por Influenza A/H3N2 e nenhum óbito. Já em relação à Influenza B, foram registrados 38 casos e 3 mortes. São Paulo teve o maior número de óbitos por H1N1: 55. Também registraram mortes Santa Catarina (3), Ceará (2), Bahia (2), Minas Gerais (2), Mato Grosso (1), Mato Grosso do Sul (1), Goiás (1), Rio de Janeiro (1), Pará (1) e Rio Grande do Norte (1).

Vacinação

Na rede pública, a campanha nacional de vacinação contra gripe está marcada para começar no dia 30 de abril e vai até o dia 20 de maio. Alguns estados, como São Paulo, anteciparam a vacinação pelo SUS devido ao aumento precoce de casos da infecção.  A vacinação contra influenza no SUS é destinada a alguns grupos prioritários: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade.

Como é o tratamento do H1N1?

O tratamento deve envolver boa hidratação, repouso e uso do antiviral específico, prescrito pelo médico. Um deles é o Oseltamivir (mais conhecido pela marca Tamiflu), distribuído pela rede pública para hospitais e unidades básicas de saúde. Trata-se de um antiviral específico contra o vírus Influenza, indicado para pessoas com maior risco de desenvolver complicações. É importante que o paciente consiga tomar a medicação nas primeiras 48 horas do início dos sintomas, para que a eficácia seja maior. O tratamento também pode envolver o uso de analgésicos para aliviar os sintomas.

Veja as dicas abaixo para evitar contrair a gripe e suas complicações: 

  • Evite aglomerações;
  • Não divida objetos de uso pessoal, como toalhas de banho, talheres e copos;
  • Evite tocar superfícies do tipo maçanetas, interruptores de luz, chave, caneta, torneira, entre outros;
  • Descarte luvas ou outros equipamentos de proteção individual contaminados ou tocados por mãos contaminadas;
  • Não circule dentro de hospital usando os equipamentos de proteção individual, que devem ser imediatamente removidos e descartados após a saída do quarto, enfermaria ou área de isolamento;
  • Evite passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca;
  • Tente não entrar em contato com gente doente ou mantenha distância de pelo menos um metro;
  • Lave sempre as mãos;
  • Duas vezes por dia, sobretudo quando esteve em contato com outras pessoas, ou quando chegar em casa, faça gargarejos com água morna contendo sal de cozinha. Decorrem normalmente 2 a 3 dias entre o momento em que a garganta e as narinas são infectadas e o aparecimento dos sintomas, e os gargarejos feitos regularmente podem prevenir a proliferação do vírus;
  • Ao menos uma vez por dia, à noite, por exemplo, limpe as narinas com a água morna e sal. Assoe o nariz com vigor, e, em seguida, com um cotonete para ouvidos (ou um pouco de algodão) mergulhado numa solução de água morna com sal, passe nas duas narinas.

Deve-se evitar o uso de bebedouros públicos? 
Sim. Recomenda-se que cada pessoa utilize copo ou garrafa plástica de uso pessoal. É importante que os bebedouros sejam higienizados com muita frequência. Em caso de dúvida sobre a periodicidade da higienização, evite tomar água diretamente dos bebedouros.

A pessoa gripada deve ficar em casa, evitando ir ao local de trabalho? 
Pessoas com sintomas de gripe devem procurar orientação médica, antes de adotar medidas de isolamento domiciliar, além de manter as medidas de higiene indicadas.

O uso de vitamina C ajuda a prevenir contra a influenza A (H1N1)? 
Uma alimentação balanceada, rica em vitamina C, fortalece o organismo e ajuda a criar mais resistência contra qualquer doença. Porém, isso por si só não garante prevenção contra a influenza A (H1N1), mas ajuda o organismo a responder à infecção.

Posso tomar ácido acetilsalicílico (aspirina)? 
Não é recomendável, pois pode ocasionar alterações que confundam a avaliação clínica. Se houver necessidade, deve ser tomado com acompanhamento médico.

Serve para algo tomar antivirais antes dos sintomas? 
Não.

Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos? 
Torna o vírus inativo e o mata.

A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus? 
Não, porque a transmissão é por via respiratória.

O vírus ataca mais às pessoas asmáticas? 
Pessoas que estão com o sistema imunológico deprimido são mais propensas a adoecer.

Posso fazer exercício ao ar livre? 
Sim.

Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza do tipo A? 
Não.

O que mata o vírus? 
O sol, ficar por mais de cinco dias no meio ambiente; o sabão; os antivirais; e álcool em gel.

O que fazem nos hospitais para evitar o contágio a outros doentes que não têm o vírus H1N1? 
Usam medidas de precaução, como equipamentos de proteção individual e isolamento dos doentes, quando necessário.

Se estou vacinado contra a influenza sazonal sou inócuo a este vírus A? 
Não. A cada ano a vacina é modificada, os componentes são diferentes, e ela só serve para aquele tipo específico de vírus influenza.

Posso me contagiar ao ar livre? 
Embora seja mais difícil, é possível acontecer sim, dependendo da proximidade que se tiver com a pessoa infectada, que esteja tossindo e espirrando.

h1n1

 


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Novo calendário de vacinação já em vigor

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Category : Notícias

O Ministério da Saúde alterou as doses de reforço para vacinas infantis contra meningite e pneumonia e os esquemas vacinais da poliomielite e da vacina de HPV.

Na vacina papiloma vírus humano (HPV), o esquema vacinal passa para duas doses, sendo que a menina deve receber a segunda seis meses após a primeira, deixando de ser necessária a administração da terceira dose. De acordo com o Ministério da Saúde,  estudos recentes mostram que o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de 9 a 14 anos não inferior quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses. As mulheres vivendo com HIV entre de 9 a 26 anos devem continuar recebendo o esquema de três doses.

Para os bebês, a principal diferença será a redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente para pneumonia, que a partir de agora será aplicada em duas doses, aos 2 e 4 meses, seguida de reforço preferencialmente aos 12 meses, mas poderá ser tomado até os 4 anos.

PÓLIO – Já a terceira dose da vacina contra poliomielite, administrada aos seis meses, deixa de ser oral e passa a ser injetável.  A partir de agora, a criança recebe as três primeiras doses do esquema – aos dois,  quatro e seis meses de vida – com a vacina inativada poliomielite (VIP), de forma injetável. Já a vacina oral poliomielite (VOP) continua sendo administrada como reforço aos 15 meses, quatro anos e anualmente durante a campanha nacional, para crianças de um a quatro anos.

Também haverá mudança da vacina meningocócica C (conjugada), que protege as crianças contra  meningite causada pelo meningococo C. O reforço, que anteriormente era aplicado aos 15 meses, passa a ser aplicado aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.