Câncer de Mama: Mitos e Verdades

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Câncer de Mama: Mitos e Verdades

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Câncer de Mama: nem tudo que se diz  nas redes sociais sobre as causas da doença é verdade. Veja aqui o que é mito e o que é verdade sobre o que pode provocar o câncer de mama.

Câncer de Mama

MITO (NÃO causam câncer de mama)

Anticoncepcionais – MITO – Apesar de estudos relatarem aumentos ínfimos de risco para câncer de mama com o uso de anticoncepcionais orais com alta dosagem hormonal, estudos recentes com novas gerações desses medicamentos não comprovaram a associação entre o seu uso e o câncer de mama.
Gravidez – MITO – A amamentação representa fator de proteção para o desenvolvimento da doença, especialmente quando ocorre entre os 20 e 30 anos.

Uso de desodorantes e de sutiã – MITO – O câncer tem sua origem em uma mutação do DNA celular herdada ou adquirida por fatores ambientais. Nenhum tipo de desodorante tem potencial de causar modificação no DNA, muito menos o uso constante de sutiã.

Próteses de Silicone – MITO – As próteses não causam câncer de mama, podendo ser utilizadas com segurança tanto em pacientes que desejam cirurgia estética quanto naquelas com história ou presença de patologia mamária precoce.

VERDADE

Reposição hormonal – VERDADE – Vários estudos demonstraram um pequeno risco aumentado para câncer de mama associado com terapia hormonal após a menopausa, principalmente após o quinto ano de uso. Outro efeito indesejado da terapia hormonal é o aumento da densidade mamária, que pode exigir exames complementares à mamografia (ultrassom ou ressonância magnética). É preciso discutir com seu médico os riscos e benefícios do seu uso para os sintomas da menopausa, devendo sempre levar em consideração outros potenciais fatores de risco associados ao câncer de mama, como a história familiar.

Tabagismo – VERDADE – Pesquisas recentes levantam a possibilidade de que o fumo (tabagismo passivo e ativo) pode estar associado com um aumento do risco para câncer de mama, especialmente entre as mulheres na pré-menopausa. Este risco está associado com início precoce do tabagismo, maior duração e/ou maior quantidade de cigarros consumidos.

Álcool – VERDADE – O consumo de álcool, mesmo em quantidades moderadas, está claramente associado ao aumento do risco para desenvolver câncer de mama de maneira proporcional à quantidade ingerida. Esse aumento do risco foi observado quando consumidos em quantidade superior a 10 gramas diários, o que corresponde a cerca de 1 cálice de vinho tinto cheio, 1 lata de cerveja ou uma dose de uísque. O mecanismo pelo qual o álcool aumenta esse risco é incerto, o mais provável é que decorra de aumento dos níveis de estrogênio e androgênios circulantes. Deve-se ressaltar que o aumento no risco ocorre em mulheres que ingerem álcool diariamente.

Genética – VERDADE – Hereditariedade é fator de risco para casos de câncer de mama, mas não o principal fator de risco. Estudos comprovam que apenas 5% a 10% dos casos têm em sua base uma composição genética familiar. Testes genéticos podem ser realizados em mulheres com alto risco de mutações associadas ao câncer de mama para ajudar a decidir o melhor tratamento. Esses testes não estão disponíveis no sistema público de saúde.

Fonte:  Sociedade Brasileira de Mastologia    http://www.sbmastologia.com.br/


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Câncer de mama: prevenção e fatores de risco

câncer de mamaO câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma. É responsável  por cerca de 28% dos casos novos de câncer a cada ano no Brasil, e tem sua origem em uma mutação do DNA celular herdada ou adquirida por fatores ambientais.

 

Fazer o autoexame das mamas todos os meses e consultar um mastologista anualmente a partir dos 40 anos é muito importante:  o diagnóstico precoce ainda é a melhor forma de evitar os efeitos devastadores da doença. Identificar o tumor precocemente significa aumentar as chances de cura, fazer tratamentos menos agressivos e cirurgias menos mutilantes.

Saber quais são os fatores de risco para o câncer de mama e como manter hábitos de vida saudáveis pode ajudar a minimizar os riscos de contrair câncer de mama: estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de se desenvolver a doença.

Fatores de Risco que podem ser evitados:

  • Obesidade na pós-menopausa
  • Exposição à radiação em altas doses
  • Exposição a pesticidas
  • Terapias de reposição hormonal
  • Sedentarismo
  • Alcoolismo
  • Tabagismo

Fatores de Risco que não podem ser modificados:

  • Avanço da idade
  • Início da menstruação antes dos 12 anos
  • Menopausa tardia
  • Gravidez após 35 anos
  • História familiar para câncer de ovário ou de mama
  • Alta densidade mamária
  • Mutações genéticas (BRCA1, BRCA2, PALB B2 e outros genes importantes )

Como prevenir

Considerando os fatores de risco que podem ser modificados, é possível para as mulheres prevenirem e/ou diminuírem o risco de câncer de mama com os seguintes hábitos de vida:

  • Manter o peso saudável
  • Ter uma dieta balanceada
  • Praticar atividade física
  • Não fumar
  • Não ingerir bebidas alcoólicas em excesso
  • Fazer reposição hormonal apenas quando necessário, sob orientação médica
  • Fazer uma consulta ao mastologista uma vez por ano
  • Realizar a mamografia anualmente a partir dos 40 anos

 

No caso de haver história familiar para câncer de mama ou ovário, deve ser feita uma investigação para identificar a possível presença de uma predisposição genética hereditária e, com base nesta avaliação, tomar decisões sobre intervenções redutoras de risco.

Fonte:  Sociedade Brasileira de Mastologia http://www.sbmastologia.com.br/

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