Óleo de coco – sociedades médicas não recomendam o uso

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Óleo de coco – sociedades médicas não recomendam o uso

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Category : Notícias

De uns tempos pra cá, o óleo de coco conquistou fama principalmente por, em tese, ajudar na perda de peso. O óleo também é apontado como bom para a pele e até como auxiliar na prevenção do Alzheimer e doenças do coração.  Nenhum desses supostos benefícios, no entanto, foi  comprovado  e as sociedades médicas brasileiras têm tentado desmistificar o falso milagre das funções terapêuticas do óleo.

Ano passado, posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) foi contrário ao uso do óleo de coco para o emagrecimento. Na nota divulgada, os médicos consideram que  não há qualquer evidência nem mecanismo fisiológico de que o óleo de coco leve à perda de peso e que seu uso em excesso pode fazer mal à saúde dos  pacientes devido à sua elevada concentração de ácidos graxos saturados, como ácido láurico e mirístico.

A SBEM e a ABESO também não recomendam o uso regular de óleo de coco como óleo de cozinha, devido ao seu alto teor de gorduras saturadas e pró-inflamatórias. As sociedades recomendam o uso culinário de óleos vegetais com maior teor de gorduras insaturadas (como soja, oliva, canola e linhaça),  com moderação,  para redução de riscos cardiovasculares.

Este ano, foi a vez da Abran – Associação Brasileira de Nutrologia (Nutrologia é a especialidade médica que estuda, pesquisa e avalia os benefícios e malefícios causados pela ingestão dos nutrientes) se posicionar contra a prescrição do óleo para prevenção ou no tratamento da obesidade. A Abran também considera que  o óleo de coco não deve ser prescrito na prevenção ou no tratamento de doenças neuro-degenerativas e nem como nutriente antimicrobiano, afirmando que não há qualquer evidência científica que comprove esses benefícios atribuídos ao óleo.

 

Fontes: “Vegetable oils in food technology composition properties and uses”; Trending Cardiovascular Nutrition Controversies, publicado no “Journal of the American College of Cardiology”;  Associação brasileira de Nutrologia – http://abran.org.br/ ;  e Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – https://www.endocrino.org.br/


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